As tradicionais liquidações de inverno e verão representam armadilhas para o consumidor desatento. A dica de Azenil Staviski, mestre em teoria econômica e professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), é analisar a necessidade do produto antes de comprá-lo. ''Gastar por impulso é irracional quando compromete o orçamento mensal ou futuro. Quando existe recurso disponível, qualidade e utilidade da peça o investimento vale a pena. Algumas pessoas, por exemplo, esperam estas épocas para economizar um pouquinho'', comenta o professor.
Caso exista necessidade ou desejo incontrolável, a sugestão é manter a pesquisa de preços aliada às condições de pagamento e comprar peças básicas que funcionam como 'coringa' dos armários: calças jeans, camisetas de cores básicas (branca, preta e bege), calças e tubinhos pretos, entre outros. ''As vitrines femininas, normalmente, são mais provocantes pela variedade de opções e combinações. Talvez, por isso, as mulheres são mais suscetíveis ao consumo comparadas aos homens'', opinou.
Independentemente da época do ano, Staviski aconselha a economia mensal de parte dos rendimentos. Segundo ele, o ideal seria que pudéssemos destinar à caderneta de poupança ou aplicações diversas 20% do orçamento.
Para o consultor de dívidas Emanuel Gonçalves da Silva (71-9949-9075/www.sosdividas.com.br), que atua na área há 14 anos, as liquidações podem se tornar armadilhas perigosas para os compradores compulsivos. ''O consumidor compulsivo não é uma lenda ou motivo de brincadeira entre amigos, é um fato, existe bem mais do que se imagina e deve ser orientado para não acumular contas desnecessárias'', diz.
O especialista dá algumas ''dicas'' preciosas para quem tem compulsão por compras e não resiste ao apelo das liquidações. Segundo Silva, o consumidor que não tem auto controle não pode andar com talão de cheques nem cartões de crédito; dinheiro na mão apenas o mínimo necessário. Deve também evitar locais que estimulam gastos não programados, como shoppings supermercados, festas, etc.

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