Arapongas - Deve chegar a R$ 300 milhões o volume de negócios gerados pela Feira Internacional da Qualidade em Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira (FIQ 2004), encerrada ontem no Expoara, em Arapongas (37 km a oeste de Londrina). A estimativa é da organização do evento.
A FIQ 2004 recebeu 23% menos visitantes que a última edição, em 2002. ''O público-alvo ficou dividido com uma outra feira que está ocorrendo em São Paulo no segmento de marcenaria. No entanto, acreditamos que a redução do número de pessoas no evento em relação à expectativa inicial não tenha prejudicado a exposição dos produtos, já que a feira é dirigida para a indústria moveleira e quem veio até aqui foi o industrial do setor'', avaliou Rubens Ortiz, diretor executivo do Expoara.
Dos 260 expositores que participaram da FIQ 2004, mais de 100 foram empresas de máquinas e equipamentos específicos para a fabricação de móveis. Elas estão apostando no crescimento do pólo moveleiro do Norte do Paraná, um dos principais do País.
Grande parte das máquinas trazidas para a feira foram vendidas para as indústrias do pólo. ''A produção de equipamentos nacionais sai fortalecida da FIQ 2004. Ficou visível que muitas empresas brasileiras começam a competir em qualidade com máquinas importadas'', afirma Ortiz.
Antonio Valentin Verzenhassi, presidente da Câmara Setorial de Máquinas para Madeira da Associação Brasileira de Fabricantes de Máquinas (Abimaq), disse que existe uma preocupação geral do setor com o desenvolvimento de inovações, o que torna os produtos mais competitivos até mesmo no mercado externo. ''Com a competitividade por novos mercados, as empresas vêm ganhando mais qualidade. Nesse sentido, o pólo do Norte do Paraná é importantíssimo, porque tem investido na aquisição de novos produtos e contribuído para a expansão desse negócio'', avalia Verzenhassi.
Segundo Humberto Abreu, diretor financeiro da Maclinea, de Curitiba, as vendas para o pólo moveleiro do Norte do Paraná representaram 40% das vendas da empresa no primeiro semestre. ''A busca pela exportação faz com que a demanda por máquinas cresça. Na feira tivemos uma visitação bem direcionada e produtiva e estamos com vários indicativos de negócios. Acreditamos que poderemos vender no pós-feira cerca de R$ 2,5 milhões'', avalia.
Joel Furst, diretor comercial da Tecmatic, de São Bento do Sul, disse que pode fechar R$ 1 milhão nos próximos seis meses em decorrência dos contatos feitos no evento. ''A maioria dos visitantes foram de potenciais compradores'', destaca.

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