A nona edição da Feira Internacional da Qualidade em Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira (FIQ) começa hoje e vai até sexta-feira, sempre das 13h às 20h, com a expectativa de movimentar R$ 300 milhões em negócios. Será a primeira vez que empresas internacionais sem representantes no País enviam expositores ao evento, que será 12% maior neste ano e terá 165 estandes com 200 marcas, no Centro de Eventos de Arapongas (Expoara).
O presidente da Expoara, Wanderley Vaz de Lima, espera 18 mil visitantes nos quatro dias de feira. Serão 23,5 mil metros quadrados para receber fabricantes moveleiros de todo o País. "É a primeira grande feira de 2014 dirigida ao setor e é nela que aparecem muitos lançamentos e diferenciais em tecnologia", diz.
Dos expositores, 65% são do segmento de máquinas e equipamentos, com lançamentos para elevar a produtividade e a competitividade no setor. Ainda, a FIQ terá oficinas tecnológicas e visitas guiadas, para discussão de conhecimentos teóricos e práticos sobre o incremento da produção industrial.
O presidente da Expoara lembra que tudo é direcionado às tendências nacionais de construções. Como exemplo, cita que o programa federal de financiamento Minha Casa Minha Vida oferece imóveis de menor tamanho, o que cria a necessidade de roupeiros passarem a ter portas corrediças e puxadores especiais.

Financiamentos
A feira ocorre a cada dois anos e foram registrados R$ 270 milhões em negócios em 2012. Desta vez, Arapongas receberá 30 caravanas de empresários das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de visitantes de todos os estados brasileiros e de países da América Latina. Os 150 maiores fabricantes do País também confirmaram presença, o que atraiu até mesmo expositores de equipamentos da Itália, China e República Checa que ainda não têm representação comercial no Brasil. "Em uma estimativa segura, esperamos chegar a R$ 300 milhões em negócios, mas deve passar disso", diz Lima.
Para ajudar a movimentar as transações, um posto da Caixa Econômica na FIQ destinará R$ 60 milhões a linhas de Crédito para Capital de Giro, Antecipações de Recebíveis e Investimento. O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) também terá representantes, para oferecer o Finame PSI (Programa Sustentável de Investimento) com juros fixos de 4,5% ao ano e o FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste), também com juros fixos de 4,5% ao ano para investimentos específicos na região do Mato Grosso do Sul.
A FIQ também traz recursos para a economia local, principalmente no setor hoteleiro, de alimentação e de transporte, além da prestação de serviços. "Somente entre montagem e desmontagem, geramos uns mil empregos", diz Lima.

Imagem ilustrativa da imagem FIQ começa com previsão de movimentar R$ 300 mi
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