Fipspar gera menos negócios imediatos
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sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 

A crise prejudicou o avanço de negócios na sétima edição da Feira Industrial de Produtos para Sorvete do Paraná (Fipspar), mas o promotor da feira, o comerciante Josué Vieira da Silva, prevê melhoras para a próxima edição, em 2018. De acordo com ele, a edição atual, realizada na última quarta-feira, contabilizou um volume de negócios entre R$ 60 mil e R$ 80 mil, um pouco abaixo da realizada em 2014, entre R$ 80 mil e R$ 100 mil em negócios.
Apesar dos valores contabilizados no dia do evento, ele afirma que outros negócios foram prospectados, envolvendo máquinas mais caras, que levarão mais tempo para serem fechados porque dependem de financiamento aprovados por entidades como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Silva acredita que os negócios posteriores devem chegar a mais R$ 100 mil. "Os expositores continuarão fazendo os preços que trouxeram a Londrina pelos próximos dias", diz o promotor.
A Fipspar é promovida por Silva com base em feira semelhante realizada em São Paulo, que tem apoio da Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes (Abis). Segundo ele, sua iniciativa é um meio de trazer a tecnologia para os produtores e revendedores de sorvetes do Paraná que não podem acompanhar o evento na capital paulista.
Cerca de 220 representantes de vendedores e produtores de sorvete passaram pela Fipspar este ano para conhecer as novidades trazidas por 12 expositores. A principal vedete era a mini paleta, versão mais em conta e menor da paleta mexicana - ao invés de 142 ml, a mini tem 70 ml, com a mesma qualidade. Silva afirma que o valor pode chegar a R$ 5 a unidade. Entretanto, batedores de milk shake também atraíram compradores, diz Silva. "Venderam muito bem."
NOVIDADES FUTURAS
A próxima edição da Fipspar deve ser maior, realizada em mais dias e aberta para qualquer expositor que quiser participar, afirma Josué Silva. De acordo com ele, esta edição mostrou que o espaço está ficando pequeno. Além disso, a expectativa é que, até 2018, a atual crise já tenha "virado água".
O comerciante espera que, em dois anos, as empresas presentes cheguem a 20, com a abertura de participação para empresas concorrentes até este ano, cada empresa representava um segmento específico da produção de sorvetes. A novidade deve ser benéfica para os visitantes, uma vez que pode gerar competição de preços e condições.
Silva também planeja estender a realização para dois dias, em um local de exposições que comporte maior volume de pessoas.


