Fipe vê remarcação preventiva
''Os números revelam aumentos exagerados, porque obviamente o custo no atacado representa apenas uma parcela do preço final no varejo'', diz Montero.
O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), Heron do Carmo, confirma a ocorrência do movimento de remarcações preventivas, mas acredita que essas altas terão vida curta. Ele avalia que um dos principais freios será a retração do mercado. Isso porque com o poder aquisitivo dos salários em queda há muito tempo, o consumidor vai reduzir as compras no início do próximo ano, impedindo novos reajustes.
Segundo o economista, a este fator deverá se somar um aumento significativo da oferta de alimentos, com a entrada da safra agrícola no mercado. Com isso, ele acredita na possibilidade de haver uma deflação de preços dos alimentos em março.





