Agência Estado
De Brasília
A partir de agosto, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) começará a coletar os preços de 550 medicamentos no varejo de São Paulo. A pesquisa foi encomendada pelo Ministério da Saúde, que decidiu criar um novo índice mensal de variação dos preços praticados no comércio. O governo quer dispor de informações estratégicas que poderão ser usadas para adotar medidas de proteção ao consumidor contra abusos.
Além de São Paulo, o índice também será medido em Belo Horizonte (MG), pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas Contábeis (Ipead), da Universidade Federal de Minas Gerais. Os institutos vão acompanhar o comportamento dos preços de medicamentos mais comercializados, os de uso contínuo (para doenças crônicas, como a diabetes) e os vendidos sem receita. Serão visitados 300 estabelecimentos em cada uma das capitais. A pesquisa será estendida depois para mais quatro cidades.
O acompanhamento no varejo vai ser feito porque o preço acordado entre a indústria e o governo, com base na planilha de custos, nem sempre é o que o consumidor paga. De acordo com o secretário de Investimentos do Ministério da Saúde, Geraldo Biasoto, o setor honra acordo feito com o governo, mas o consumidor paga valores superiores ao acertado por causa de acréscimos embutidos no preço no caminho da indústria até o balcão da farmácia.

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