Fipe sobe 1,48%, mas aponta recuo
Agência Estado
De São Paulo
Carne bovina, frango e combustíveis continuam pressionando o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, que fechou o mês de novembro em 1,48%, maior índice desde abril de 96, contra variação de 1,13% em outubro. A soma dos itens combustível e carnes representou 0,99 ponto percentual do resultado.
Mesmo apresentando resultado acima do previsto, a Fipe estimava variação de 1,40% para novembro, o instituto mantém a projeção de 0,5% para o IPC de dezembro. Segundo o coordenador do IPC da Fipe, Heron do Carmo, os itens que vêm pressionando o IPC desde outubro (carnes e combustíveis) tendem a apresentar recuo de preços a partir deste mês. Se a previsão para dezembro for confirmada, estima Heron, o IPC deve fechar o ano em alta de 8,7% ante uma deflação de 1,79% em 98.
Apesar das altas registradas nos últimos meses, o item alimentação apresenta variação menor do que o IPC geral da Fipe acumulado neste ano até novembro, que está em 8,11%. Neste período, os alimentos subiram 5,96%, refletindo a forte queda de preços verificada no início de 99, seguida de alta acentuada nos últimos meses do ano. O comportamento dos alimentos pode ser verificado nos demais itens que compõem o IPC habitação, que subiu 7,12% no ano; despesas pessoais (5,38%); vestuário (4 76%); saúde (5%) e educação (2,09%) com exceção do transporte, que já subiu 24,37% em 99. Nesse último item, o foco de pressão vem dos combustíveis: o álcool já subiu 52,5% e a gasolina, 49,3% neste ano.
Para o próximo ano, a Fipe prevê um cenário mais tranquilo. Segundo Heron do Carmo, o IPC em 2000 deverá ficar em torno de 5%. Esse resultado, explicou, poderá ser obtido com o recuo dos preços das tarifas públicas e dos combustíveis. As estimativas da Fipe apontam para uma alta de 12% nos serviços públicos em 2000 contra reajuste acumulado até novembro de 99 de 15,98%. No caso dos combustíveis, a projeção da Fipe é de que os preços subam 20% contra 50% verificados durante 99 até novembro.





