SÃO PAULO - A inflação subiu um pouco mais na segunda quadrissemana de janeiro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP (Fipe) teve alta de 1,27%. Na quadrissemana anterior, o IPC havia subido 0,78%. Essa aceleração de 0,49 ponto percentual é resultado da correção das tarifas de combustível, dos aumentos das mensalidades escolares e dos reajustes nos preços dos alimentos.
‘‘Com exceção dos combustíveis, os demais fatores de pressão já eram previsíveis’’, ressaltou o economista Heron do Carmo, coordenador da pesquisa. O custo de vida deve subir um pouco mais na próxima quadrissemana e provavelmente deverá atingir o maior porcentual de 1997. Mas, passado o impacto dos aumentos dos preços do álcool e gasolina, a inflação deve recuar até o final do mês. A previsão dos técnicos da Fipe é de uma alta de 1% este mês. ‘‘Acho que deve ficar em 1,2%’’, calcula o economista.
‘‘A partir de fevereiro devemos voltar para uma média mensal abaixo de 0,5%’’, prevê. Até agora, o preço da gasolina já teve reajuste médio de 14,4% e o do álcool 17,9%, segundo a Fipe. Só os combustíveis contribuíram com 0,71% na alta do IPC.

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