Os preços estão caindo bem mais devagar em São Paulo. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP (Fipe), recuou 0,08%, nos 30 dias terminados no dia 22 - comparados com um mês antes. A deflação anterior havia sido 0,38%. No mês passado, o IPC chegou a recuar 0,76%. Ao contrário do que previa o economista Heron do Carmo, coordenador da pesquisa, os preços em setembro não deverão apresentar mais uma deflação. A perspectiva agora é de uma inflação em torno de 0,15%.
Menores quedas no custo da alimentação e da roupa estão fazendo com que o custo de vida caia mais devagar. A comida ficou em média 0,38% mais barata. No mês passado, os preços dos alimentos chegaram a cair 1,42%. Essa desaceleração é mais intensa entre os preços dos produtos in natura, que passaram a custar em média 0,68% menos. Em agosto, a queda média dos preços desses produtos havia ficado em 3,65%. O ritmo de queda dos industrializados (0,80%), porém, ainda se mantém.
O comportamento dos preços das roupas é semelhante ao da comida. O vestuário recuou 2,14%. As despesas com transportes também recuaram 0,24%. O reajuste do preço do cigarro, que deverá ter um impacto de 0,19% no custo de vida, vai contribuir para desacelerar o ritmo de queda do IPC. Correções menores dos aluguéis, pode ter efeito contrário.

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