Fipe projeta inflação de 1% no primeiro semestre
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sexta-feira, 12 de janeiro de 2001
Agência Folha De São Paulo 
Um cenário cor-de-rosa. É o que prevê Heron do Carmo, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, para o primeiro semestre na área de inflação em São Paulo. A taxa deve ficar próxima de 1%, bem abaixo da meta fixada pelo BC para o ano, que é de 4%.
Três fatores serão responsáveis pela acomodação dos preços. O câmbio está controlado, os preços dos alimentos vão manter queda devido à boa safra deste ano , e a gasolina poderá ter redução a partir de abril.
Entre as possíveis pressões, o economista da Fipe cita os reajustes de transportes públicos e dos custos de água e de esgoto. No caso dos transportes públicos, a possível queda nos preços da gasolina e do diesel pode inibir novos reajustes no setor, que ainda tem gordura para gastar.
Em janeiro de 99, quando ocorreu o último reajuste no setor, as passagens de ônibus aumentaram 15%, diz Heron do Carmo. De lá para cá, a inflação acumulada do período foi de 13,4%.
O reajuste do salário mínimo, previsto em 19%, não será alimentador da inflação no índice da Fipe. A pesquisa da instituição inclui acompanhamento mensal dos salários dos empregados domésticos. Os aumentos no setor são captados durante todo o ano. O mesmo não ocorre com o IPCA, do IBGE, em que o impacto deve ocorrer de uma só vez.
A inflação deste mês deverá ficar em 0,4%. Nos últimos 30 dias até 7 de janeiro, a taxa ficou em 0,29%, um pouco acima do 0,26% de dezembro. Dois setores se destacaram na última pesquisa: produtos in natura e remédios.
A alta de preços neste período do ano em verduras e legumes é normal. Temperaturas elevadas e chuvas fortes prejudicam a safra. Na primeira quadrissemana deste mês, os in natura ainda registraram queda de 0,92%, uma taxa maior, no entanto, do que a redução de 1,54% de dezembro.
Os remédios subiram 0,19%, a primeira alta nas últimas 18 semanas. Os pesquisadores da Fipe encontraram reajustes na maioria dos tipos de remédios: antiinflamatórios, antiinfecciosos, para sistema cardiovascular, para sistema respiratório, vitaminas etc.


