Fipe mantém projeção de inflação de até 7% em 99
Agência Estado
De São Paulo
A Fipe não vai alterar sua projeção para o IPC acumulado de 1999 em função do aumento da carga tributária das empresas que deve, segundo vários empresários, ser repassado para os preços ao consumidor. O impacto nos preços, se houver, será pequeno, disse o coordenador do IPC-Fipe, Heron do Carmo. Segundo ele, a projeção do índice para 1999 se mantém entre 6,5% e 7%.
De acordo com Heron, a maioria das empresas não terá condições de repassar aumento de custos para o preço final dos produtos, porque a demanda continua em baixa. Alguns setores podem aumentar seus preços, mas outros setores da mesma cadeia produtiva não poderão fazer o mesmo. O fato de a indústria automobilística ter reajustado seus preços, segundo Heron, não é um indicativo de que outros setores produtivos possam recompor seus preços.
Heron do Carmo disse que as medidas do governo foram certas dentro do possível. À medida que não seriam possíveis cortes nas despesas, o governo aumentou sua arrecadação. O governo não poderia permitir desajustes na condução da política econômica, disse o economista.
Simultaneamente, Heron acha que os empresários têm motivos para reclamar, já que as medidas, anunciadas anteontem, somam-se a muitas outras que oneraram o setor produtivo. O empresário está no limite, ponderou. Não está reclamando sobre esse pacote especificamente. Ele sugeriu à sociedade civil que, em vez de ficar chorando, deveria dar suporte político para a aprovação de mudanças na Constituição e, assim, alterar as despesas do governo.





