Fipe apura preços estáveis em setembro
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sexta-feira, 03 de outubro de 1997
Agência Estado São Paulo 
No ano, taxa acumulada é de 4,59%, segundo pesquisa da USPOs preços na cidade de São Paulo pararam de cair e ficaram praticamente estáveis em setembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da USP, subiu 0,01%. No mês anterior, a pesquisa havia registrado variação negativa de 0,76%. No ano a inflação acumulada está em 4,59%.
Segundo o coordenador da pesquisa, Heron do Carmo, o índice acumulado aponta para uma inflação anual abaixo dos 4,5% previstos até agora. Se já estamos com inflação de 4,5%, é bem possível que fique abaixo disso, avaliou o economista.
No trimestre de julho a setembro, os preços tiveram queda de 0,64%. A previsão para outrubro é de uma variação próxima de 0,4% e, para o último semestre, a expectativa de Carmo é de inflação zero.
O custo de vida parou de cair porque os preços dos alimentos também deixaram de cair e estão praticamente estáveis. As despesas com comida apresentaram queda de apenas 0,02%. A maior alta foi dos produtos semielaborados, que ficaram em média 0,23% mais caros. Esse item foi pressionado praticamente pelo arroz, que teve seu custo corrigido em 4,36%.
Habitação foi um dos itens que mais contribuíram para frear os preços. As despesas com moradia subiram apenas 0,36%, a menor variação desde que o real começou a circular, em julho de 1994. Isso é reflexo especialmente do comportamento dos aluguéis, que ficaram em média apenas 0,4% mais caros.
Os contratos de locação vencidos estão sendo renovados por um valor menor, observou Carmo. A oferta de imóveis cresceu e o poder de barganha do inquilino é maior do que o do proprietário. Este itenm só não teve variação menor porque ainda sofre pressão da correção das tarifas de água e esgoto.
Roupas de verão mais baratas também estão ajudando a segurar o custo de vida. O vestuário teve deflação de 1,97%. Isso é um indicativo de que a coleção primavera-verão está mais barata do que no ano passado. Sua expectativa é que a variação desse item em outubro e novembro também fique abaixo da de igual período de 1996.
Eletroeletrônicos também mantêm a tendência de queda. Esses produtos ficaram em média 1,79% mais baratos. É impressionante como o custo dos eletroeletrônicos não param de cair, comentou o economista.


