Das Agências
De São Paulo
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP) fechou o ano passado com variação de 8,64% - a previsão era de 8,7%. O último mês do ano teve inflação de 0,49%, o menor índice do segundo semestre. Em novembro, o IPC foi de 1,48%. Desde o início do Plano Real, em julho de 1994, a Fipe registrou taxa de inflação de 79,33% no município de São Paulo.
Seguindo a tendência de outubro e novembro, as maiores variações ocorreram nos preços da carne e dos combustíveis, mas desta vez em índices bem menores. O gastos com alimentos subiram 1,17% e as despesas com transporte aumentaram 0,71%, com alta de 4,03% no álcool e de 0,76% na gasolina. Entre os alimentos, os que mais subiram foram o frango (7,38%), café em pó (11,2%), pernil com osso (10,9%), frango assado (7,36%). ‘‘Não houve inflação de demanda, como se temia, e só subiram os preços que já eram esperados’’, diz o coordenador do índice, Heron do Carmo.
Em outubro, o álcool subiu 17% e mais de 30% em novembro. Em três meses, a alta foi de quase 60%. No acumulado do ano, porém, a alta foi de 55,28%, enquanto a gasolina subiu 53,69%. A inflação do ano passado ficou concentrada nos itens influenciados pela alta do dólar, segundo Heron. ‘‘Não houve propagação para outros itens’’, diz.
O índice de 8,64% em 99 é o maior desde 95 mas traz um alívio grande em relação às previsões do início de 99, logo após a desvalorização. ‘‘O ano foi bem menos ruim do que se imaginava’’, diz Heron. No fim de janeiro, a previsão da Fipe era de uma inflação de 8%, mas esse número logo foi revisto para 12%, numa época em que várias consultorias chegaram a falar em mais de 30%.
Entre os itens que compõem o índice, o único que subiu acima da média foi o de transportes. A alta de 25,25% foi causada pelo aumento de 31,64% nos preços de veículo próprio e de 35,7% na manutenção, o que inclui os gastos com combustíveis. As despesas com alimentação subiram 7,2%.
A inflação prevista pela Fipe para este ano, entre 6% e 6,5%, fica apertada dentro da meta acertada com o Fundo Monetário Internacional (FMI), de 6%, com até dois pontos de variação para baixo ou para cima. Para janeiro, fica mantida a previsão de 0,5%.

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