France PresseVolta da carestiaConsumidora pesquisa preços no supermercado: desvalorização do real já afeta cotidiano do brasileiroA inflação perdeu o fôlego no início de março em São Paulo. A evolução média dos preços nos últimos 30 dias terminados em 7 de março, em relação aos 30 imediatamente anteriores (a chamada primeira quadrissemana de março), foi de 1,24%, contra 1,41% em fevereiro.
Os dados são da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que acompanha semanalmente a evolução dos gastos das famílias paulistanas com renda de até 20 salários mínimos (R$ 2.600,00).
O recuo da taxa veio antes do previsto. Os técnicos da Fipe esperavam uma continuidade na alta da taxa, até chegar a 1,50% no fechamento deste mês. Com a queda nesta primeira quadrissemana, a Fipe refez seus cálculos e agora prevê uma taxa de 1,20% para março. É a primeira vez neste ano que a taxa de inflação recua.
Heron do Carmo, coordenador do Indice Preços ao Consumidor da Fipe, diz que o efeito maior do dólar nas commodities já passou e a tendência agora é de pressão menor. Com isso, os alimentos, que tinham subido 3,07% em fevereiro para os paulistanos, registraram elevação menor neste início de março: 2,70%.
Entre os produtos que já estão subindo menos, Heron citou a carne bovina, o pão francês e o café. No caso do óleo de soja, um dos produtos que vinha pressionando o índice, a evolução continua, mas bem menos acentuada. Na primeira quadrissemana, a alta foi de 12,08%, contra 11,9% em fevereiro.
O economista da Fipe diz que as pressões agora virão dos alimentos mais sofisticados, como iogurte e derivados da carne. A intensidade de aumento, no entanto, deve ser bem menor do que a registrada na carne bovina, na farinha de trigo e no café, produtos que receberam um impacto direto da alta do dólar.

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