A inflação na capital paulista, medida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), fechou o mês de maio em queda, para 0,17%, depois de ter chegado a 0,61% em abril. Outra boa notícia é que as novas medidas divulgadas pelo governo para o plano de racionamento de energia terão bem menos impacto no custo de vida do que se previa anteriormente. Segundo o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fipe, Heron do Carmo, os efeitos da crise energética devem ser sentidos mais na redução do ritmo de atividade e do nível de emprego do que nos preços e, consequentemente, nos índices de inflação.
‘‘Esta medida vai provocar inflação menor do que a anterior’’, diz o economista. Ele explica, por exemplo, que, com a antiga previsão de pagamento de sobretaxa nos condomínios, o valor deste poderia ter acréscimo em torno de 20%, mesmo economizando 20% nos gastos de energia. Isso significaria uma contribuição extra para a inflação de 0,38 ponto porcentual – quase o mesmo impacto, de 0,4 ponto porcentual, esperado do pagamento da sobretarifa numa conta média de 244 kWh, usada no cálculo do IPC.
ICV O Indice de Custo de Vida (ICV) medido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos (Dieese) encerrou o mês de maio registrando elevação de 0,22%. A taxa ficou 0,17 ponto porcentual abaixo da inflação de 0,39% constatada no mês de abril. (AE)

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