Agência Estado
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) calculado pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) apresentou uma retração de 0,08% em junho, em comparação com o mês anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, houve uma retração de 0,50%. De dezembro de 1998 a junho passado, ocorreu no entanto uma alta de 2,51%. A previsão da Fipe é de que o índice suba 1% neste mês de julho.
De acordo com o economista Heron do Carmo, responsável pela apuração do índice, a persuação do mês passado esta dentro das previsões do Instituto que previu, inicialmente, uma queda de 0,10%. Segundo ele, a queda do preço dos alimentos de 1,20%, motivada pela boa safra e um recuo das cotações do dólar no mercado doméstico, ajudou esse resultado.
O item habitação apresentou uma variação de 0,02%, porque ainda não ocorreu o impacto total dos recentes aumentos das tarifas públicas. Em junho a variação da energia elétrica ficou em 0,12%. Segundo Heron, o impacto principal das tarifas se dará neste mês de julho, com um efeito residual ainda em agosto. A Fipe espera novas altas no item habitação até outubro em função do aumento das tarifas de água e esgoto.
Contribuiu também para a quase estabilidade do item habitação o recuo no preço dos aluguéis (0,34%) e dos artigos de limpeza (2 09%). Os produtos industrializados também não estão pressionando o índice de custo de vida como vinha ocorrendo no começo deste ano.
Em junho, o item transporte teve uma alta de 0,69%, que veio básicamente do custo de manutenção e aquísição do veículo próprio. A alta dos combustíveis foi apenas parcialmente registrada pelo IPC de junho. Houve uma alta de 2,0% no preço do álcool combústivel e de 0,92%, na gasolina. O impacto pleno desses reajustes só será observado na primeira semana de julho. A Fipe observou que o rítmo de alta do álcool é maior do que da gasolina. O item vestuário registrou uma alta de 2,03%; Saúde de 0,58% e Educação de 0,23%.
A inflação acumulada desde a adoção do real, em julho de 1994, é de 69,21%, de acordo com Heron do Carmo este índice é praticamente o mesmo que registrados nos três primeiros meses de 1990. Naquele período a taxa mensal do custo de vida era superior a 70%. No último mês antes da adoção do real, em junho de 1994, o IPC foi de 50,75%. No terceiro ano do real o acumulado num período de 12 meses entre julho de 1996 e junho de 1997 foi de 7,08%.

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