Com o objetivo de melhorar o rendimento da poupança destinada a prover o pagamento de pensões e aposentadorias de servidores públicos do Estado e de municípios do Paraná, dez entidades de Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) se uniram em um Fundo de Investimento em Participações (FIP) inédito para esse segmento. Representados pela Associação Paranaense de Entidades Previdenciárias do Estado e dos Municípios (Apeprev), os cotistas vão investir R$ 40 milhões na construção de unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida.
A primeira assembleia geral será hoje, em Cambé (Norte). Participam do grupo as RPPS de Cambé, Arapongas, Bela Vista do Paraíso, Andirá, Pinhais, Quatro Barras, Campina Grande do Sul, Palmeira e Paraná Previdência, além do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal. O FIP será administrado pelo BRB (Banco de Brasília). A gestão será responsabilidade da Queluz Asset Management.
De acordo com Fábio Luís Cibinello, presidente da Apeprev e do Instituto de Previdência de Cambé, até agora, as entidades investiam os recursos apenas em títulos de dívida pública do Governo Federal. "Diante da queda dos juros, que deve ocasionar queda de rentabilidade, começamos a estudar a questão e concluímos que a poupança precisa ser usada na economia real", explicou.
Enquanto os títulos de dívida pública remuneram na ordem de 8%, a expectativa, com o FIP, é obter lucro de 20%. "Os investimentos serão apenas no Paraná, preferencialmente nos municípios cotistas. Um dos nossos objetivos é movimentar as economias locais", diz. Segundo ele, Estado e municípios também saem ganhando. "Ao aumentarmos os recursos dos RPPSs, diminuímos o risco de recorrer aos tesouros municipais para pagar pensões e aposentadorias", justificou.
O FIP imobiliário terá duração de seis anos, podendo ser prorrogado por dois períodos de um ano cada, com prazo de quatro anos para investimento e outros dois anos para desinvestimento. Os R$ 40 milhões serão investidos na construção de residências com valor de venda entre R$ 90 mil e R$ 140 mil. O primeiro projeto será desenvolvido em Cambé, onde serão construídas 300 casas.

mockup