FIP espera por adesões após posse de prefeitos
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de dezembro de 2012
Fábio Galiotto<br> Reportagem Local 
O Fundo de Investimento em Participações (FIP), formado por institutos de previdência de cidades paranaenses e do Estado, fará uma segunda chamada em março, depois da posse dos prefeitos eleitos, para novas adesões ao sistema que promete melhorar o rendimento das poupanças previdenciárias. Representado pela Associação Paranaense de Entidades Previdenciárias do Estado e dos Municípios (Apeprev), o grupo aprovou ontem, em assembleia em Cambé, a segunda suplementação no valor de investimento, para R$ 40 milhões, devido ao aumento da procura dos participantes por cotas.
O dinheiro será aplicado na construção de moradias pelo programa Minha Casa Minha Vida, pelo qual o governo federal subsidia parte do financiamento de residências para famílias com renda de um a dez salários mínimos. Normalmente, as entidades de Regime Próprio de Previdência Social aplicam os recursos em títulos do governo, que rendem hoje em torno de 8%. Com o investimento na construção civil, a previsão é que o retorno chegue a 20%, o que ajudará a melhorar a saúde financeira dos institutos de previdência.
Além disso, a tendência é que os municípios que fazem parte do FIP sediem os projetos para construção de casas. Presidente da Apeprev e do Instituto de Previdência de Cambé, Fábio Luís Cibinello afirma que a cidade deve ser a primeira a receber um conjunto de 300 moradias. "É um sistema que vai gerar mais empregos, renda, consumo, recolhimento de tributos e recursos públicos nas cidades participantes", explica. Cibinello diz que a perspectiva é que grandes centros, como Londrina, entrem para o FIP daqui a 90 dias.
A administração será do Banco de Brasília (BRB) e a gestão, da Queluz Asset Management. O presidente do BRB DTVM, Everton Chaves Correia, conta que a procura que tiveram até o momento mostra que as grandes cidades também tendem a buscar soluções semelhantes. "A ideia cumpre objetivos de remunerar a poupança previdenciária, alocar recursos no desenvolvimento local, gerar sinergia entre institutos e transparência", diz. Para ele, é uma opção de maior rentabilidade e com risco controlado.
Com mais adesões e recursos, o FIP poderá investir em vários projetos paralelos. O diretor da Queluz, Norton Vieira Fritzsche, afirma que mesmo durante a construção do primeiro núcleo de casas, em Cambé, será possível usar o dinheiro em caixa para fazer um estoque de terrenos e vencer questões burocráticas, como conseguir licenças que demoram até seis meses. "Assim será possível expandir (investimentos) para outros municípios."
Participam do FIP os institutos previdenciários de Cambé, Arapongas, Bela Vista do Paraíso, Andirá, Pinhais, Quatro Barras, Campina Grande do Sul, Palmeira, Paraná Previdência e o dos servidores do Distrito Federal.


