São Paulo - Em agosto de 2001, o Conselho de Administração da instituição suspendeu em caráter provisório (mas por tempo indeterminado) todos os financiamentos para as classes média e alta. Dentro do processo de reestruturação patrimonial da Caixa, pelo programa de ajuste dos bancos federais, a instituição decidiu não continuar com programas que davam prejuízo. A Caixa vinha captando recursos no mercado à taxa Selic (na época também a 19% ao ano) para aplicar em habitação, segmento no qual os juros cobrados dos mutuários são menores. Na época, a instituição estava superaplicada em financiamento habitacional, ou seja, os recursos emprestados superavam as aplicações em caderneta de poupança. Só os pedidos em tramitação na época foram honrados.
Essa é a segunda medida voltada ao financiamento habitacional anunciada pela Caixa nos últimos dias. Na quinta-feira, ela foi autorizada pelo Conselho Curador do FGTS a remanejar verba do Fundo ainda não utilizada para a retomada dos financiamentos de imóveis novos e usados, voltados para a população de renda até R$ 2 mil para imóveis usados e R$ 4,5 mil para novos. Esse tipo de financiamento estava suspenso desde o início de outubro em várias regiões do País, porque os recursos estavam esgotados.

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