Curitiba O volume de recursos liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o Paraná nos primeiros quatro meses deste ano foi 19% superior ao registrado no mesmo período de 2001. Enquanto no primeiro quadrimestre do ano passado os projetos contemplados com financiamento do banco somaram R$ 474 mil, este ano os benefícios ultrapassam os R$ 588 mil.
Os números foram apresentados ontem pelo presidente do banco, Eleazar de Carvalho Filho, que participou de uma reunião da diretoria em Curitiba. Segundo ele, não há como estimar quanto o Paraná receberá até o final do ano porque a liberação de recursos depende da demanda de projetos recebidos e aprovados pela equipe técnica do BNDES.
A região sul do Brasil é a segunda em volume de recursos recebidos no primeiro quadrimestre deste ano, ficando com 17% de tudo o que o banco já liberou, o que equivale a R$ 1,8 milhão. O Sudeste é o campeão de recebimento de benefícios. Até maio deste ano abocanhou 64% do total de recursos liberados pelo banco. Na terceira colocação está a Região Nordeste, com 9%, seguida das regiões Centro-Oeste e Norte, com 5% cada uma. O orçamento do BNDES para este ano é de R$ 28 bilhões.
Segundo o diretor de desenvolvimento regional do banco, Darlan Doréa Santos, o Paraná tem se destacado na conquista de financiamentos para micro, pequenas e médias empresas. No ano passado, por exemplo, das 38,7 mil operações realizadas no Estado, 38 mil beneficiaram empresas destes portes. ''Queremos que o Paraná se torne um modelo'', disse o Carvalho.
Dos projetos paranaenses que hoje esperam respostas de financiamento junto ao banco, apenas seis são de grandes empresas. Entre eles o projeto de construção de centrais elétricas do Rio Jordão, um projeto da América Latina Logística e um da Global Telecom. No primeiro quadrimestre do ano foram atendidos 5.673 projetos.
No ano passado, o setor industrial foi o que mais recebeu recursos do BNDES, sendo que a indústria de alimentos e bebidas foi a mais beneficiada. Este ano, até agora, lidera o ranking de financiamentos conseguidos o setor de infra-estrutura e serviços, com destaque para o setor da construção, que já recebeu R$ 101,9 mil.

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