São Paulo - O saldo das carteiras de Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e leasing para financiamento de veículos para pessoas físicas atingiu R$ 149,4 bilhões em julho, com crescimento de 12,3% sobre o valor registrado no mesmo mês do ano passado.
Os números da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), que compilou os dados de todo o setor bancário, mostram que o aumento continua sendo puxado pelas operações de leasing, que chegaram a um saldo de R$ 65,5 bilhões, 33,5% maior do que um ano antes. Já a carteira de CDC se manteve estável nesses 12 meses, em R$ 83,9 bilhões.
Para Luiz Montenegro, presidente da Anef, não importa para o setor qual tipo de produto está crescendo porque a maioria dos bancos e financeiras oferece os dois. A vantagem do leasing sobre o CDC é não haver cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mas, para saber qual é a melhor escolha em cada caso, o consumidor deve comparar o valor das parcelas e o Custo Efetivo Total (CET).
O levantamento mostra ainda que a inadimplência acima de 90 dias na carteira de CDC chegou a 5,3% em julho, um pouco abaixo da registrada no mês anterior (5,5%), mas muita acima do índice em julho do ano passado (3,7%). ''O crescimento já era esperado por causa dos financiamentos feitos em 2007 e em meados de 2008, com prazos muito longos e novos clientes entrando nesse mercado'', disse Montenegro, para quem a taxa ''ainda não é preocupante''.
Nesses dois anos, a indústria automobilística bateu recorde de vendas.
Na sua avaliação, o aumento gradual da alíquota de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de automóveis a partir do próximo mês, até voltar ao percentual original em janeiro, não deve afetar a expansão do saldo da carteira. ''A confiança do consumidor na economia já foi restabelecida, e o primordial é ter crédito'', afirmou o presidente da Anef.

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