Londrina - O volume de financiamentos concedido pela Caixa Econômica Federal durante a 8ª Feira de Imóveis de Londrina (PR) cresceu 87% na comparação com a edição do ano passado. O evento, que começou na sexta-feira e terminou ontem no Parque Ney Braga, contou com um público estimado em 10 mil pessoas e cerca de R$ 112 milhões em negócios somente pela Caixa. Em 2012, financiamentos feitos pelo banco totalizaram R$ 60 milhões. Os números se referem a vendas fechadas durante e no período pós-feira.
O superintendente regional da Caixa, Élcio de Lara, comemorou o resultado parcial no final da tarde de ontem. "Até agora foram 750 imóveis negociados", contou. Lara explicou que dificilmente esses negócios não vão se concretizar uma vez que os imóveis foram escolhidos pelos clientes que já preencheram cadastros de financiamento.
O presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina e Região (Sincil), Marco Antônio Baccarin, ressaltou que foi um acerto realizar a feira pela segunda vez fora de um shopping. "As pessoas vêm aqui com foco no negócio. Quando era no shopping, a gente atendia muitas pessoas que estavam ali passeando e resolviam matar a curiosidade sobre a feira", afirmou. Ele acreditava que o público total do evento (dos três dias) seria próximo ao verificado no ano passado, cerca de 10 mil pessoas.
Segundo Baccarin, a cada ano o consumidor da casa própria vai ficando "mais focado" e pensando mais na hora de fechar o negócio. "Acabou aquela febre de as pessoas saírem comprando com medo de que o governo suba os juros de financiamento", disse.
Já o presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon), Gerson Guariente, comemorou o fato de que o número de construtoras que participaram desta edição foi 50% maior. "No ano passado, vieram 8 empresas e agora 12. E o pessoal está muito satisfeito", afirmou. Ele lembrou que, nos oito anos de existência da feira, o número total de expositores passou de 4 para 50. "A feira vem crescendo e ganhando importância a cada ano", disse.
Para Luiz Cláudio Guarda, da Artenge, que no ano passado não participou do evento, a mudança para o Parque Ney Braga foi muito importante. "Aqui, os atendimentos são bem mais objetivos. Quem vem, vem porque está realmente interessado em comprar", afirmou ele que até ontem à tarde havia vendido três apartamentos no valor de R$ 300 mil cada e contava com mais outros cinco negócios em andamento.
Guarda não sabia dizer quantas pessoas foram atendidas e quantas preencheram propostas, mas garantiu que a movimentação no estande foi intensa. "Trouxemos seis corretores que ficaram o tempo todo atendendo", disse.
A Yticon também não tinha um balanço parcial da feira ontem à tarde. Mas a impressão do corretor João Álvaro Vasconcelos era de que a feira "foi tão boa quanto a anterior". "Vale a pena vir aqui, além dos negócios, é uma forma muito boa de divulgarmos nossos produtos", ressaltou.
Raul Vieira, da imobiliária de mesmo nome, avaliou que o público da feira vem se diversificando e o pessoal de renda mais alta passou a participar também. "Tem gente que ainda pensa que aqui só vem gente para comprar imóvel do Minha Casa Minha Vida. Está enganado, vêm pessoas com poder aquisitivo muito maior", avaliou. Segundo ele, no ano passado, a imobiliária chegou a fechar negócios iniciados no evento até seis meses após sua realização.

Sonho realizado
O casal Rodrigo Domingos dos Santos e Camila Aparecida dos Santos realizou ontem o sonho da casa própria. Numa mesma tarde, conheceu o imóvel e fechou negócio. Com R$ 13 mil de entrada, o casal comprou uma casa da construtora Sena no valor de R$ 115 mil. Vão pagar cerca de R$ 720 de prestações durante 30 anos. "Estamos muitos satisfeitos, fomos bem atendidos e resolvemos tudo no mesmo lugar", disse Rodrigo, que é jogador de futebol, e vai financiar a casa do Jardim Montecatini, pela Caixa Econômica Federal. "A casa está em fase final de construção. Vamos mudar daqui a quatro meses. É nossa primeira casa e estamos felizes de termos conseguido tão cedo", disse ele, que tem 26 anos. Camila tem 23.

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