Financiamento facilitado para o agricultor familiar
Os agricultores familiares de todo o País continuam investindo em tecnologias por meio de financiamentos facilitados. O número de acordos efetivados entre julho e setembro deste ano que envolvem a safra 2014/15 - foi de 612,7 mil financiamentos, alta de 6,5% contra as 575,2 mil transações realizadas no mesmo período da safra anterior.
Em valores, durante os três primeiros meses da safra, os agricultores familiares contrataram R$ 8,3 bilhões nas diversas linhas de crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O número é 33% maior frente à safra 2013/14. Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
De acordo com o ministro da pasta, Laudemir Müller, o agricultor familiar está investindo porque contrata mais crédito. "A agricultura familiar está comprando mais máquinas, está se modernizando e acreditando que vai ter mercado. Com isso, teremos um aumento da produção", afirmou ele, em nota à imprensa. "Ano passado, crescemos 30% (em valor contratado) e já estamos 33% acima desse crescimento", complementou.
Um dos exemplos de crédito facilitado que começa ser trabalhado agora é o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), fomentado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que acompanha o ano safra e tem o intuito de estimular e dinamizar a produção agropecuária, fomentando a tecnologia. Os montantes solicitados deverão ser destinados à compra de máquinas e equipamentos agropecuários novos, fabricados no Brasil. O programa tem orçamento de R$ 300 milhões e vigência prevista até 30 de junho de 2015, podendo ser renovado.
O limite de financiamento é de R$ 1 milhão por cliente, para empreendimento individual, e R$ 3 milhões para empreendimento coletivo, com juros de 4% ao ano e taxa de cobertura de 100% do valor do bem. Admite-se a concessão de mais de um financiamento para o mesmo cliente por ano safra, quando a atividade assistida requerer e o somatório dos valores concedidos não ultrapassar os limites de crédito citados anteriormente.
O produtor deve ir até uma instituição financeira credenciada de sua preferência, que informará qual a documentação necessária, analisará a possibilidade de concessão do crédito e negociará as garantias. Após a aprovação pela instituição, a operação será encaminhada para homologação e posterior liberação dos recursos pelo BNDES. (V.L.)





