A falta de dinheiro deixou de ser entrave para alunos frequentarem curso superior em instituição particular. Com o crédito universitário, valores mensais para graduação passaram a ser mais acessíveis. Optar pelo financiamento como forma de pagamento do ensino superior tem se intensificado no país e tende a crescer. Antes da escolha, no entanto, é necessário levar em conta as taxas de juros para não sair no prejuízo.
Apenas 6,9% dos alunos matriculados no ensino superior particular são beneficiados por algum programa de financiamento reembolsável. O benefício atinge apenas 250 mil alunos e, para 20% deles, o crédito é oferecido pelas próprias instituições em que estudam. É o que aponta levantamento do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), com base nos dados do Censo da Educação Superior do MEC, de 2007.
Dentre as possibilidades de financiamento ofertadas atualmente, o que oferece mais vantagem com relação aos outros, de acordo com o economista Azenil Stavisk, é o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), cujas taxas são de 3,4%. Caso o estudante não consega se enquandrar no Fies e precise escolher outro financiamento, deve fazer uma pesquisa para levantar a menor taxa de juros.
Staviski lembra que algumas faculdades têm planos próprios e não cobram juros; após o prazo de carência, o egresso vai pagar a mensalidade corrigida pela taxa vigente, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), ''que pode ser ainda maior''.''Se a inflação for baixa nos anos posteriores à formatura, seria um investimento interessante, mas não tem como prever'', explica. Por questão tributária, algumas instituições oferecerm bolsas. ''Vale a pena pleitear isso. O financiamento deve ser feito em último caso'', acrescenta. ''O principal é não deixar de estudar mesmo que incorra em financiamento, pois pesquisas comprovam que o maior retorno de investimento é a educação''.
Fies e Pravaler
O gerente regional eventual Pessoa Física da Caixa Econômica Federal, Paulo Sérgio Vançan, explica que os juros praticados pelo Fies são mais baixos (0,27% ao mês) justamente por ser um programa destinado a ampliar o acesso ao ensino de nível superior por meio de financiamento a estudantes que não tenham condições de arcar com os custos. As regras de seleção desse financiamento são definidas pelo Ministério da Educação (MEC) e Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Em Londrina, estão aptas ao Fies o Centro Universitário Filadélfia (UniFil), Universidade Norte do Paraná (Unopar), Pontifícia Universidade Católica (PUC) e Instituto de Ensino Superior (IES).
O Pravaler - primeiro programa privado de financiamento estudantil do país, segundo Rafael Baddini, diretor de relacionamento da Ideal Invest, é o maior programa de crédito nessa linha e já teve mais de 500 mil alunos interessados. A taxa mensal fica em até 1,89%. É a única empresa que atua em todos os segmentos de ensino: graduação, pós-graduação, técnico e ensino à distância. Além disso, tem parceria com empresas voltada à contratação dos alunos.

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