Além de pagar mais caro pelo crédito, o consumidor deverá sentir maior rigor nos critérios de concessão de empréstimos a partir deste mês. A combinação desses movimentos deverá resultar numa retração no volume financiamentos em abril.
A Servloj, por exemplo, uma das maiores administradoras crediários, que presta serviços financeiros a 800 lojas espalhadas pelo País, espera uma retração de 3% a 5% na concessão dos novos empréstimos neste mês. ‘‘Abril deste ano ficará abaixo de igual período de 2000’’, prevê o diretor da companhia, Oswaldo de Freitas Queiroz.
Ele explica que a combinação de juros mais altos com maior rigor na aprovação de novos empréstimos para compra de bens duráveis e do segmento de artigos de vestuário deve desacelerar o ritmo das vendas. No mês passado, a Serveloj registrou crescimento de 3,7% no volume de novos empréstimos aprovados na comparação com igual período de março de 2000. Em relação a fevereiro, o acréscimo foi de 15%.
Segundo Queiroz, a empresa planeja aumentar nesta semana em 0,3 ponto porcentual as taxas de juros cobradas nos financiamentos acima de seis vezes. Hoje esses encargos oscilam entre 6,5% e 7% ao mês, passando a oscilar entre 6,8% e 7,3%. Os planos de alongar prazos e conceder crédito para 15 ou 18 meses foi momentaneamente cancelado.
Também a partir deste mês, Queiroz diz que os critérios de concessão de verificação dos dados de quem procura um novo financiamento serão mais rigorosos.

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