Financiamento de imóveis subiu 99,45% no trimestre
Agência Estado
De Brasília
O volume de contratos de financiamento imobiliário firmados pela Caixa Econômica Federal aumentou 99,45% no primeiro trimestre deste ano, se comparado ao mesmo período do ano passado. Seguindo a tendência da retomada da atividade econômica, a CEF financiou 65.252 unidades habitacionais entre janeiro e março, contra 32.715 nos três primeiros meses de 1999 e desembolsou R$ 1,1 bilhão nestes contratos, o que representa 113% a mais que os R$ 515 milhões destinados um ano atrás.
Ficamos impressionados com estes números, comentou o presidente da Caixa, Emílio Carrazai. Ele admitiu que, seguindo este ritmo de crescimento, no final do terceiro trimestre deste ano será preciso recorrer ao Conselho Curador do Fundo de Garantia sobre o Tempo de Serviço (FGTS) para aumentar o volume destinado a financiamentos imobiliários. Certamente vamos consumir os R$ 2,7 bilhões destinados a estes contratos antes do final do ano.
Segundo o presidente da instituição, desde dezembro se constata o aumento da procura por financiamentos imobiliários. Os números referem-se a todos os tipos de financiamento habitacional oferecidos pela instituição, como carta de crédito para construção ou aquisição de imóveis novos e usados e para compra de material de construção. Estes recursos são destinados a consumidores de baixa renda e para a classe média.
No final do ano, chegamos a pensar que se tratava de um fator sazonal, mas agora não dá para ser irresponsável a ponto de considerar que este crescimento é uma bolha, explicou Carrazai. A instituição já começa a se preparar para obter mais crédito.
Ele explicou que a retomada da demanda por financiamento deve-se à recuperação da renda de parte da população a partir do quarto trimestre do ano passado. Além disso, explicou, a TR, utilizada na correção dos contratos, se estabilizou no final de 1999 em 3% ao ano. É menos que qualquer índice de preços, afirmou.
Segundo Carrazai, levando-se em conta o crescimento da demanda neste ano e tendo como base projeções sobre o comportamento sazonal dos mutuários nos três últimos anos, será necessária a aplicação de pelo menos R$ 3,5 bilhões de recursos do FGTS.





