Financiamento dá carência de 5 meses e equivalência em leite
A partir do convênio com as cooperativas para a entrega do leite, o produtor assume o financiamento, cujo valor é convertido em litros de leite. Sobre o empréstimo não incide nenhum juro e o produtor vai pagar ao longo de nove meses exatamente o que financiou, destinando parte da produção de leite ao pagamento da dívida.
Os primeiros cinco meses são de carência e a partir do sexto mês do contrato o produtor começa a pagar o empréstimo em quatro parcelas correspondentes a 25% do valor do financiamento. Este empréstimo é fundamental para o pequeno produtor de leite que até há pouco tempo estava totalmente desassistido, explica Sérgio Machado da Silva. Segundo ele, o produtor leiteiro que produz até 2 mil litros de leite por mês, público alvo do programa, não tem condição de assumir financiamentos com juros de mercado.
Sem condições de investir na melhoria das pastagens este produtor continuava sempre com a mesma produtividade baixa e com isso não tinha um retorno melhor com a atividadade, estabelecendo assim um círuclo vicioso, observa o técnico.
De acordo com ele, com o financiamento a fundo perdido para investir em pastagem, oferecido pela Secretaria da Agricultura, o produtor consegue melhorar a produtividade, pode ganhar um pouco mais e começa até a investir recursos próprios em benfeitorias na propriedade. Isso significa que além de conseguir melhorar um pouco a sua renda o produtor percebeu que é importante investir na atividade para melhorar a conseguir um retorno maior, analisa Silva.
O zootecnista conta que numa primeira avaliação do programa, os produtores atendidos aprovaram totalmente a iniciativa e já fizerm sugestões para ampliações do programa. Eles sugerem que além da implantação de pastagens, o programa financie também a compra de equipamentos, como ordenhadeira mecânica e resfriadores de leite, informa o técnico. Segundo ele, isto é mais uma prova de que o pequeno produtor quer continuar investindo na atividade.
Nos anos de 1995 e 1996, o programa atendeu a 750 produtores repassando R$ 300 mil empréstimos aplicados na reforma de 1,5 mil hectares de pastagens de inverno, verão e perene.





