O Brasil volta a ganhar destaque nas páginas do Financial Times. O ministro Pedro Malan afirma em entrevista ao correspondente Geoff Dyer que a crise econômica da Rússia é ‘‘um caso especial’’ que não pode ser comparado com a maioria das economias emergentes.
O jornal publica ainda a íntegra da carta do embaixador brasileiro Rubens Antonio Barbosa, em que o embaixador classifica de sem fundamentos tanto o editoral ‘‘Contágio Latino’’ (de 25 de agosto) quanto o comentário do dia anterior na coluna Lex que sugerem que o Brasil seria o segundo país mais vulnerável à crise na América Latina, depois da Venezuela.
O tema é retomado na seção Américas. Sob o título ‘‘América Latina: Foco na Venezuela e no Brasil’’, o jornal publica matéria enviada de Caracas citando o economista-chefe para a América Latina da Merrill Lynch, Francis Freisinger. Sobre a Venezuela, ele diz que ‘‘a desvalorização é quase inevitável, a menos que haja recuperação do preço do petróleo’’.
Sobre o Brasil, o economista da Merrill Lynch afirma que as altas reservas e o forte fluxo de investimento direto estrangeiro dão ao País um importante ‘‘colchão’’ contra a crise. Mas, segundo o jornal, ele acha que isto pode não ser suficiente para atender as necessidades de financimento do País. O FT cita estimativas de analistas, segundo os quais a necessidade de financiamento (déficit em conta corrente mais amortização da dívida) em 1999 será de US$ 55 bilhões.
O Brasil é também citado na seção Personal View, em que David J. Rothkopf, presidente da Newmarket Company e ex-membro do governo Clinton, aborda a crise econômica global. Depois de afirmar que os EUA não devem se fechar no protecionismo se quiserem manter sua influência durante a recessão mundial que se aproxima, Rothkopf aponta o Brasil entre os países mais vulneráveis à crise.Arquivo FolhaMalan: crise russa é ‘caso especial’Agência Estado/Dow Jones

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