O Brasil atingiu confortavelmente a meta orçamentária acertada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para o primeiro semestre deste ano, um dado considerado pelos investidores internacionais como um dos mais importantes barômetros da saúde da economia, informou ontem o Financial Times.
O superávit do orçamento primário foi de R$ 23,7 bilhões entre janeiro e julho, R$ 7,6 bilhões a mais que a meta incluída no acordo com o FMI. ‘‘Os expressivos resultados do orçamento do Brasil nos últimos 12 meses vêm servindo como âncora para a crescente recuperação econômica após a desvalorização do ano passado, ajudando na recuperação da confiança na política econômica governamental e criando condições para taxas de juros mais baixas’’, assinalou o diário britânico. ‘‘Na época da desvalorização, muitos observadores duvidavam da habilidade do Brasil em cumprir com um plano de austeridade fiscal tão severo pois a economia estava em recessão.’’
Os números do orçamento propiciarão ao governo algum fôlego para aumentar os gastos no segundo semestre, quando serão realizadas eleições municipais. Segundo o Financial Times, economistas disseram que já há alguns sinais de que a torneira de gastos do governo já não está tão fechada.
Mas apesar do orçamento, o jornal britânico disse que os investidores têm estado um pouco nervosos nos últimos dias por uma série de dados sobre inflação acima dos níveis esperados.

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