Financeiras não devem alterar taxa para consumidor
Apesar do anúncio de uma nova elevação da Selic (19%), financeiras que trabalham com empréstimos pessoais não devem reajustar de imediato suas taxas mensais de juros de crediário para o consumidor. Esse aumento de 0,75 ponto porcentual ficou dentro das previsões do mercado. Segundo o diretor-geral da financeira Exprinter, Leonardo Benvenuto, o mercado de empréstimo pessoal deve absorver a alta da Selic. As financeiras não devem realizar aumento nas taxas de juros. O principal motivo é a concorrência grande que está ocorrendo nos mercado, o que obriga as financeiras a manter juros mais atrativos, explica Benvenuto.
O diretor geral da Exprinter destaca que a empresa está apostando na queda da inadimplência. Não vamos alterar os juros, pois estamos aguardando para os próximos meses uma queda no número de inadimplentes. Se a inadimplência não baixar, seremos obrigados a reajustar os juros, alerta Benvenuto.
O vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, acredita que a elevação de 0,75 ponto porcentual na Selic terá um efeito pequeno nas operações de crédito direto ao consumidor. Não deverão ocorrer elevações das taxas de juros nas linhas de crédito mais caras, como cheque especial, cartão de crédito rotativo e empréstimo pessoal, afirma.
Miguel lembra que, no período de março de 1999 e maio deste ano, sem considerar as últimas elevações da Selic, o Banco Central reduziu a taxa básica de juros de 45,00% ao ano para 18,25% ao ano, ou seja uma queda de 59,44%. Entretanto, as taxas cobradas na ponta foram reduzidas, em média, 40,19%. Isso demonstra que nem todas as reduções da Selic chegaram ao consumidor, avisa.





