Bancos e financeiras começam a criar linhas de financiamento direcionadas para a autogeração de energia elétrica por fontes renováveis. A cooperativa de crédito Sicredi lançou ainda no fim do ano passado um consórcio e um financiamento voltados ao segmento, com prazos mais amplos e taxas menores do que os de mercado.
O gerente de Desenvolvimento de Crédito da Central Sicredi de Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, Gilson Farias, afirma que a linha para geração de energia solar é feita com recursos próprios da cooperativa, o que diminui a burocracia. O Sicredi Consórcio Sustentável já comercializou 1.393 cotas desde julho de 2015, em um total de R$ 41,5 milhões em créditos. "São grupos específicos e oferecemos a menor taxa de administração do mercado, com 10% ao ano."
Farias lembra que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oferece uma linha para geração sustentável para empresas, mas que exige uma nacionalização de 60% nos equipamentos usados. Assim, o banco também abriu a linha de Financiamento para Energia Solar em dezembro último, com prazo de 60 meses e juros a partir de 1,89% ao mês. "O prazo normal hoje seria 24 a 36 meses e um mínimo de 3% ao mês de juros", compara.

Opções em conta
Sócio da Solar Soluções e engenheiro de projetos, Julio Greca afirma que o menor sistema residencial que a empresa oferece tem cinco placas solares, geraria uma média de 180 quilowatts-hora (KWh) e custaria cerca de R$ 13,5 mil. Ele lembra que o prazo do retorno do investimento é de cerca de cinco anos, mas que a vida útil das placas é de 40, com 25 anos de garantia.
Greca lembra que cada projeto é desenhado de acordo com a necessidade dos clientes e que, em caso de entrada no financiamento, é possível que a parcela fique no mesmo patamar da economia com a tarifa de energia. "O produtor rural ainda tem a vantagem de poder usar o Pronaf, que financia com carência de três anos e parcelamento em 15 anos, com juro de 2% ao ano. Basta apresentar o projeto ao Emater", diz, ao citar o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Instituto Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). (F.G.)

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