Finalmente, porto inicia dragagem emergencial
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba Depois de quatro anos e meio sem dragagem, começou ontem o processo emergencial no Canal da Galheta, no Porto de Paranaguá. A previsão da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) é que o trabalho demore cerca de cem dias para ser concluído. O contrato com a empresa Somar Serviços de Operações Marítimas responsável pelo serviço prevê a dragagem de 3,67 milhões de metros cúbicos de sedimentos do Canal, numa área de seis quilômetros de comprimento. Ao final, o Canal da Galheta voltará a ter suas dimensões originais de 200 metros de largura e 15 metros de profundidade. A obra vai custar R$ 29,367 milhões e será paga com recursos próprios da autarquia.
A draga HAM 310 tem 13,5 mil metros cúbicos de cisterna, 167 metros de comprimento e 23 metros de largura. A área de despejo do material está localizada a 16,3 quilômetros do centro do Canal da Galheta. A estimativa é que a retirada de sedimentos e o despejo leve, em média, 250 minutos (cerca de 4 horas). Considerando este tempo, a expectativa é que a draga faça de quatro a cinco viagens por dia. O equipamento funcionará 24 horas por dia e a cada duas semanas a draga deixará o Canal para abastecer, pegar suprimentos e realizar eventuais serviços de manutenção. Ao todo, 30 pessoas trabalham na embarcação.
Durante a última semana, foi realizada a batimetria oficial do Canal, para servir de base às futuras medições e fiscalização do contrato. As bóias que sinalizam o Canal foram deslocadas e nas primeiras viagens da draga, um prático irá a bordo acompanhando as
operações.
As manobras de entradas e saídas de navios não serão prejudicadas enquanto a draga estiver trabalhando no Canal da Galheta. O trabalho será feito em conjunto com a Praticagem e a Capitania dos Portos emitirá os comunicados de Aviso aos Navegantes informando sobre os trabalhos no Canal e sobre os deslocamentos de bóias.
Emergência
Em função dos sucessivos incidentes climáticos, a situação do Canal da Galheta piorou bastante nos últimos tempos. Num intervalo de 121 dias entre agosto e dezembro passado o talude (que são as paredes do canal) avançou 54 metros. Isso fez com que a Appa optasse pela realização da dragagem emergencial do Canal da Galheta.
Como trata-se de equipamento complexo que opera em ambiente agressivo, as dragas necessitam manutenção constante, o que leva a paradas preventivas para ajustes técnicos, como ocorreu nas semanas que antecederam ao início das atividades. Outras paradas técnicas estão programadas.
A dragagem de aprofundamento que está sendo encaminhada pela Secretaria Especial de Portos (SEP) teve uma audiência pública em 30 de janeiro mas, como não considerou a dragagem emergencial, o projeto terá que ser refeito. Ainda não há data marcada para a nova audiência pública. Este serviço será pago com recursos do governo federal.


