Finados: produção de flores é menor que a demanda
Guto Rocha
De Londrina
A produção paranaense de flores para o Dia de Finados já foi toda comercializada. Mesmo sendo esperado o aquecimento da demanda nesta época do ano, os produtores não se programaram para atender o mercado. Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Flores e Plantas Ornamentais do Norte do Paraná (Aflopar), Célio Francisco, os produtores aumentaram a produção em 20% este ano em relação ao ano passado.
Este ano houve um aumento no consumo de flores na região por causa da entrada dos supermercados neste mercado. Além das floriculturas, os consumidores também podem encontrar flores nos supermercados que, por não produzirem arranjos, acabam vendendo o produto a um preço mais acessível, afirmou.
A Aflopar reúne 28 produtores que começaram a se preparar em agosto. Francisco disse que foram produzidas 12 mil dúzias de Palmas de Santa Rita, 180 mil vasos de crisântemos e três mil pacotes de crisântemos.
A tendência é de que o mercado regional se aqueça mais com a abertura, esta semana, da estufa construída pela associação na Ceasa de Londrina. Além das floriculturas que já se abasteciam com a produção local, os produtores agora começam a receber encomendas de atacadistas do interior de São Paulo e do Mato Grosso do Sul.
O casal Henrique e Nilva Grodiski, que cultivam crisântemos de corte no Distrito do Espírito Santo, já vendeu toda a produção. Nilva disse que foram produzidos 1,6 mil pacotes de crisântemos.
Guarapuava Outro pólo floricultor que começa a ganhar espaço é o da região de Guarapuava. A Cooperativa Agrária Entre Rios criou a Agraflores, que congrega 28 produtores. Segundo a engenheira agrônoma, Carla Beck, a produção de Finados já foi comercializada. Este é o segundo Finados que atendemos com a nossa produção, afirmou. A produção de crisântemos, segundo ela, praticamente triplicou. Para este ano foram cultivados 20 mil vasos da flor, sendo que 18 mil já foram vendidos.
A produção ocupa uma área de 53.000 m3 e abastece a região de Guarapuava, de Curitiba, Cascavel e Londrina.
O abastecimento de Curitiba é feito pela Holambra, de São Paulo. Segundo o técnico da Emater-PR, Paulo Luciano da Silva, na região metropolitana exitem pouco mais de 30 produtores. Silva observou que não existe um levantamento sistemático da produção regional. Há produção de palma de Santa Rita e crisântemos, mas a maior parte é de flores forrageiras para jardim, afirmou. O técnico observou que uma das dificuldades para a produção é de que não existe um local para centralizar a comercialização.





