Buenos Aires - No total, o fim do ''corralito'' (semi-congelamento de depósitos bancários implantado em dezembro do ano passado na Argentina) permitirá a liberação de 21 bilhões de pesos (US$ 6 bilhões). O governo sustenta que não há motivo para temer que este dinheiro seja destinado à compra de dólares.
Os economistas concordam. Segundo José Luis Espert, um dos economistas mais críticos com o governo Duhalde, ''as pessoas não irão correndo comprar dólares. Além disso, o Banco Central possui reservas suficientes para manter a moeda americana sob controle''.
O ex-ministro da Economia e candidato à presidência da República, Ricardo López Murphy, disse que duvida que os argentinos tomem o dinheiro
liberado e comecem a comprar a moeda americana. ''Uma corrida ao dólar vai depender de muitas circunstâncias. Dependerá de como as pessoas verão o futuro, das expectativas dos argentinos''.

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