Guto Rocha
De Londrina
O fim do sudsídio ao álcool, previsto para acontecer a partir de 1º de novembro, não afetará os preços nem a produção do combustível. Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Acuçar e Álcool do Paraná (Alcopar), Anísio Tormena, a suspensão do benefício já era esperada pelo setor.
‘‘O subsídio não se justifica mais, até porque o álcool está subsidiando a gasolina’’, comentou. Tormena observou que a adição de 24% de álcool anidro à gasolina garante um preço menor do combustível fóssil.
O presidente da Alcopar disse que o subsídio foi criado em 1996, através da Política de Preços Específicos (PPE) e era destinado para distribuidores de álcool. O benefício passou a atender a produção a partir de janeiro deste ano. Tormena disse que as usinas recebiam R$ 45,00 por metro cúbico de álcool produzido.
Tormena observou ainda que com a recuperação do preço do álcool, o subsídio deixou de ter impacto na produção do combustível. Ele observou que no início do ano, quando entrou em vigor o subsídio para as usinas, o litro do álcool hidratado custava R$ 0,21 na indústria. Hoje, o litro do produto tem preço médio de R$ 0,41, e o álcool anidro custa R$ 0,45.
O presidente da Alcopar afirmou que hoje o álcool hidratado chega ao consumidor valendo cerca de 60% do preço da gasolina na bomba. ‘‘Mas o preço do álcool deve chegar a 65% ou 70% da gasolina’’, afirmou.
Tormena afirmou que com o aumento do preço da gasolina, houve uma elevação no consumo do álcool no Paraná. Ele não soube precisar o volume de álcool que o Paraná tem em seus estoques, mas garantiu que não haverá desabastecimento. ‘‘Algumas usina já encerram a safra. Mas donos de carro a álcool podem ficar tranquilo porque não vai faltar combustível’’, afirmou.

mockup