Fim de ano também deve aumentar venda de cestas básicas
A proximidade do final de ano também deve aumentar a venda de cestas básicas. Pelo menos, é o que espera Juracema Marcondes Carneiro, microempresária que oferece cestas básicas de porta em porta, na periferia de Londrina. Ela ganha 20% em cima do preço de compra e parcela o pagamento de acordo com cliente. ''Aceito promissórias e até eletrodomésticos como garantia. Hoje, por exemplo, tenho uma bicicletinha que ficará guardada até o proprietário conseguir dinheiro para resgatá-la''.
A cada mês, Juracema vende de 400 a 500 cestas que custam entre R$ 48,00 e R$ 144,00. Segundo ela, a qualidade dos produtos e a praticidade de compra atraem até famílias da classe média. ''O preço é igual ao dos supermercados e não há taxa de entrega. Se tivesse mais funcionários, venderia muito mais'', garante a empresária.
Nos últimos anos, a cesta básica aparece como um das reivindicações nas convenções trabalhistas de várias categorias para compensar as perdas salariais. Na opinião de Wanderley Franceschini, proprietário da Allpack, de Maringá, o empresário que adota essa prática está, indiretamente, contribuindo com o marketing institucional. ''A mulher do funcionário ficará feliz com a ajuda do patrão e os filhos, acostumados com doces, criarão uma imagem positiva daquela empresa'', explicou.
Para o consultor Moacir Moura, a inclusão da cesta básica no pagamento dos trabalhadores é uma boa idéia, mas distorce a realidade. Segundo ele, melhor seria que o salário fosse calculado com base também no preço dos alimentos, do transporte e da saúde e que o funcionário não dependesse do patrão para atender essas necessidades.





