Fim de ano promete mais vagas
PUBLICAÇÃO
domingo, 15 de outubro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
A proximidade do fim de ano já tem levado à movimentação de comerciantes para a contratação de trabalhadores temporários. O recrutamento começa este mês e, a partir de novembro, os selecionados iniciam um trabalho que tem prazo para acabar: virada do ano, quando ocorre retração nas vendas. Este ano, a expectativa é que haja acréscimo de 15% nas contratações em relação a igual período do ano passado, de acordo com o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços Temporários (Asserttem), Edison Belini. Até dezembro, calculamos que cerca de 1 milhão de pessoas estejam envolvidas com este tipo de trabalho.
Segundo ele, no Brasil existem 3 milhões de empresas ligadas direta e indiretamente ao comércio. Para candidatar-se a uma vaga, o interessado tem três opções: contatar uma consultoria, ir à loja de interesse ou cadastrar-se nas centrais de atendimento dos shopping centers.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyoun, existem algumas lojas principalmente as de pequeno porte que ainda preferem contratar o funcionário pessoalmente. De qualquer forma, é importante que o candidato tenha conhecimento de seus direitos trabalhistas antes da contratação.
Um dos aspectos mais importantes é o prazo da contratação. Pela lei, o temporário pode permanecer nessa condição por, no máximo, seis meses. Após esse período, a empresa precisa efetivar o funcionário ou terceirizar os serviços dele.
A principal fonte de trabalho temporário são os shoppings, especialmente as grandes redes de loja, como Renner e C&A. No País, existem 506 shopping centers, dos quais 75 apenas na Grande São Paulo.
O perfil desses futuros empregados segue padrão idêntico a cada ano. Em geral, são estudantes, têm entre 18 e 25 anos, com segundo grau completo, e querem fazer um bico antes das férias.


