Fim da redução do IPI não tira otimismo das concessionárias
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segunda-feira, 29 de março de 2010
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Com o fim do prazo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para veículos, que encerra amanhã, as vendas nas concessionárias do Paraná aumentaram, em média, 20%. Os carros mais procurados são os populares que representam 65% das vendas das lojas. Em alguns locais já há falta de modelos. A partir de abril, o preço para o consumidor final deve ficar mais caro, com o imposto cobrado integralmente. Hoje, 60% das vendas acontecem por meio de financiamentos, com juros de 1,20% a 1,50% ao mês e com média de financiamento de 42 a 60 meses.
O diretor da Fenabrave, Marco Antonio Rossi, destaca que o período de redução do IPI foi bom para as concessionárias do Estado. Desde janeiro de 2009 até agora, foram vendidos 28.800 carros a mais no Paraná por conta da redução do imposto. E o setor continua otimista. Segundo ele, a previsão é ter um aumento de vendas de 5% neste ano em função do momento positivo da economia brasileira e pela manutenção do patamar de juros mais estável.
Na concessionária Servopa, o movimento foi 20% maior no último final de semana e deve se manter assim até amanhã. No sábado e domingo, a loja vendeu 130 carros, 70% deles da linha popular como Gol, Fox e Voyage. Rossi, que também é diretor comercial desta revenda, acredita que ainda fiquem resquícios de vendas para o próximo mês. Ele acredita que será possível sustentar uma parte do estoque até o dia 10 de abril e os clientes podem levar sorte de encontrar modelos com preços de IPI reduzido ainda no próximo mês.
Na Fórmula Renault, de Londrina, o movimento está 25% maior em relação a março do ano passado. ''Os clientes estão vindo com muita euforia comprar'', disse o gerente comercial da empresa, Cleber Luiz Gomes. Segundo ele, já estão em falta alguns modelos dos carros Clio, Sandero, Logan, Mégane. Um dos que não está mais disponível para venda é o Sandero 1.0 com ar condicionado, direção hidráulica, vidro e trava elétrica que custa R$ 35 mil. O Clio duas portas por R$ 22.990 também está em falta.
Gomes disse que, a partir de abril, os carros estarão de 3% a 5% mais caros. Outro carro que vendeu muito e está faltando é o Mégane que custa R$ 50 mil. Ele acredita que, em abril, as vendas não irão cair porque o mercado está aquecido e a taxa de juros atrativa. Nesta loja, 60% dos modelos são vendidos através de financiamento com prazo médio de 60 meses e os juros variam de 0,99% a 1,20% ao mês.
''As vendas aqueceram bastante desde a segunda quinzena de março e aumentaram cerca de 20% em relação a um mês de março comum'', disse o gerente de marca da Ford Center, Hamilton Millani.
Segundo ele, os veículos populares responderam por 60% das vendas e os mais procurados foram o Fiesta e o Ford Ka, não disponíveis em todas as cores, principalmente as sólidas como branco, preto e vermelho. Os modelos que estão em falta são o Focus 1.6 e as caminhonetes diesel.
Ele aposta em queda das vendas, ao menos, na primeira quinzena de abril. Prevê um aumento de preço de 3,5% no preço dos populares e de 5% nos outros modelos. ''A redução do IPI movimentou o mercado e a economia. Foi bom para as fábricas, as lojas e os consumidores'', disse.


