Curitiba - O fim do acordo entre as montadoras e o governo federal para a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que resultou na aplicação do tributo de 3% a partir de 28 de fevereiro, não influenciou nas vendas do setor. Ao contrário, mesmo depois de passar por um reajuste de preços e o fim da isenção, as vendas apresentam um crescimento, hoje, de 10%.
''Eu brinco dizendo que o ministro (Antonio) Palocci devia ser eleito como homem de marketing do ano. O novo governo começou a baixar os juros, o IPI, fazendo com que as pessoas tivessem confiança e voltassem a comprar'', declarou o presidente da Fenabrave, Hugo Maia.
As regiões Sul e Sudeste representam 65% das vendas totais de veículos no País, com exceção da venda de motos, que têm mais mercado no Norte e Nordeste. O crescimento de março em relação a fevereiro no Paraná (37,16%) é superior à média nacional no mesmo período, que ficou em 35,31%. Os principais responsáveis pelo crescimento, neste mês, foram os segmentos de automóveis e comerciais leves, que aumentaram cerca de 40% cada.
Comparando o rendimento do primeiro trimestre deste ano em relação a 2003, o segmento que mais cresceu no Paraná foi o de caminhões. Nos três primeiros meses de 2004 foram vendidos 2.271 unidades contra 1.361 no mesmo período de 2003, o equivalente a 66,8% a mais.(M.G.)

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