Fim da greve na Seab normaliza abate
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segunda-feira, 11 de março de 2002
Denise Angelo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os servidores da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab) decidiram ontem encerrar o movimento grevista, iniciado na segunda-feira da semana passada. A medida trouxe alívio especialmente aos frigoríficos do Paraná, que não estavam conseguindo abater animais e transportar carne, apesar da liminar conseguida pelo Sindicato da Indústria da Carne (Sindicarne) na última sexta-feira, que permitia o desenvolvimento da atividade sem a fiscalização da Seab. Em uma semana de greve, só nos frigoríficos que abatem carne bovina os prejuízos passaram de R$ 10,5 milhões. Cerca de 13,5 mil cabeças de gado deixaram de ser abatidas.
Dos 20 núcleos regionais da Seab espalhados pelo Estado, 12 optaram pelo fim do movimento em assembléia realizada ontem. Segundo o veterinário Luiz Henrique Goettens, do comando de greve, a disputa foi apertada. Somando todos os funcionários que participaram das assembléias, 157 votaram pelo fim do movimento e 136 pela continuidade.
Para Goettens, apesar de a greve não alcançar seu principal objetivo, que era a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Salários, o movimento foi vitorioso. Para os funcionários do Departamento de Fiscalização, os aumentos conseguidos foram em média de 47,5%. E para os funcionários do Departamento de Economia Rural os ganhos foram de 22,54%, informou.
Os grevistas, no entanto, definiram a data de 15 de maio como prazo final para o governo apresentar o Plano de Cargos exigido pelos funcionários. Estamos dando um voto de confiança ao novo secretário, Deni Schwartz, mas em maio voltaremos a negociar com o governo, avisa.
O diretor geral da Seab, Norberto Ortigara, disse que as atividades devem voltar ao normal no Estado aos poucos. Os casos mais urgentes, como a liberação de cargas de frutas e animais represados, começariam a ser atendidos ontem mesmo. Segundo ele, o governo vai continuar trabalhando para despertar um ambiente favorável para a construção do Plano de Cargos, Carreira e Salários, pedido pelos funcionários.


