Fim da greve aumenta movimento nos bancos
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quarta-feira, 11 de outubro de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Com o retorno dos bancários ao trabalho, após a greve de quatro dias, o movimento foi grande nas agências de Curitiba e de Londrina ontem. Nos caixas eletrônicos, porém, a movimentação foi normal. Os serviços mais procurados pelas pessoas foram depósitos, pagamento de contas, saques e troca de cheques.
Nas agências da Caixa Econômica Federal o movimento também foi grande principalmente nas agências do Centro de Curitiba. O banco deslocou funcionários que fazem trabalhos internos para o atendimento direto à população. A previsão é que o movimento volte ao normal a partir da próxima segunda-feira. A assessoria de imprensa do banco informou que o movimento só não foi maior porque os clientes têm outros canais alternativos como internet, lotéricas e correspondentes bancários.
No Itaú, o motivo que mais levou os clientes às agências foi o pagamento de contas. O banco HSBC informou que o movimento foi normal porque atualmente mais da metade das transações bancárias são feitas por meios alternativos como telefone e internet. Esta instituição não teve todas as agências fechadas com a greve e, durante a paralisação, os clientes tiveram acesso ao auto-atendimento, o que ajudou a desafogar o trabalho dos bancários.
O movimento nas lotéricas também diminuiu, segundo informações do presidente do Sindicato dos Lotéricos do Paraná, Luiz Sanderson. Ele disse que ontem as pessoas procuraram as lotéricas motivadas pela Mega Sena acumulada em R$ 13 milhões.
Os bancários estavam em greve desde o dia 5 de outubro e voltaram ao trabalho depois que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu um reajuste salarial de 3,5% mais a antecipação de 100% da regra básica da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A regra estabelece o pagamento de 80% do valor do salário mais R$ 826.
Os bancários começaram o movimento com paralisações em alguns estados em 26 de setembro. Em 2004, os bancários fizeram 28 dias de greve e, no ano passado, três. Em 2004, os trabalhadores conseguiram 8,5% de reajuste e, em 2005, 6%.
No País- Os sindicatos dos bancários de várias regiões do País devem assinar na próxima semana a convenção coletiva com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Dez dias úteis depois da assinatura, os bancários do setor privado receberão a primeira parte da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
A previsão é que os bancos privados devem voltar a funcionar normalmente amanhã em todo o País. Mesmo os trabalhadores de sindicatos que não aprovaram a proposta feita pela Fenaban deverão retornar ao trabalho amanhã . A avaliação é do Comando Nacional dos Bancários (CNB). Como os grandes sindicatos aceitaram, os menores seguem.
São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná aceitaram a proposta dos bancos. Esse grupo representa cerca de 80% dos bancários de instituições privadas do País. Os sindicatos menores acabam por acompanhar a maioria.


