Considerada a segunda melhor data do ano para o comércio, o Dia das Mães fez com que as lojas em Londrina ficassem abertas até as 21 horas na quinta e na sexta-feiras, e ontem até as 18 horas. Na manhã de ontem, o movimento era intenso no centro da cidade. Mas a maioria dos comerciantes entrevistados esperava, no máximo, resultado igual ao do ano passado. Lojas de calçados e confecções depositavam as esperanças de vendas melhores na queda da temperatura.
Gerente da loja de confecções Billie, Solange Picoloto disse esperar equiparar as vendas deste mês com as do ano anterior, principalmente com a chegada do frio. "Como ainda não teve frio, (o movimento) está tranquilo." Fábio Ajita, das Casas Ajita, também disse que não tem "grandes expectativas" de crescimento: as vendas deverão "empatar" com as do ano passado. Para ele, nos anos anteriores o comércio vinha em uma crescente, e por isso, este ano, deu uma "acalmada".
Cleide Mota, gerente da loja de calçados Pé Quente, entretanto, lamentava o fraco movimento. "Este ano está totalmente diferente dos outros. Não tenho lembranças de um ano como este." Segundo ela, as compras de Dia das Mães costumam ter alto valor, e este ano o consumidor preferiu produtos em promoção. Com a chegada do frio, Cleide espera melhoras no resultado com a venda de botas. Eliana Streluw, gerente da loja de confecções Nykkon, dizia que o movimento, ontem, foi como o de um sábado qualquer.
Já o gerente da loja A Vantajosa, Osmar Cassot, definiu as vendas da data como "excelentes", resultado do investimento em divulgação e promoções. "Vamos ter um acréscimo de 10%." Com a venda de kits de hidratantes, chapinhas para cabelo, esmaltes, entre outros itens, a Léo Cosméticos também comemorava as vendas. "No Natal e no Dia das Mães, o movimento é sempre bom", afirmou Keylla Araújo, gerente.
Em busca de calçados, roupas, perfumaria, entre outros itens, o consumidor em geral, segundo os lojistas, preferiu pagar suas compras no cartão e de forma parcelada. Esta seria a opção da funcionária de almoxarifado Taciane Oliveira. Além de ganhar um presente do marido e dos filhos, Taciane pretendia comprar o presente da mãe – um sapato – com pagamento parcelado no cartão. O valor destinado, segundo ela, seria de cerca de R$ 100. Já os advogados Priscilla e Clederson Malta preferiram o pagamento à vista, para obter descontos. Ontem, eles foram atrás dos presentes para suas mães, e a preferência era por calçados e roupas de frio. Cada um esperava gastar, em média, R$ 100.

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