Curitiba - Os filhos que deixaram para a última hora a compra do presente de suas mães encontraram pouco movimento nas lojas do centro de Curitiba durante a manhã de ontem. Os comerciantes esperavam para a tarde a chegada dos consumidores mais atrasados. Neste ano, a Associação Comercial do Paraná (ACP) estima um crescimento de 8% nas vendas em relação ao ano passado. A data é a segunda mais importante do comércio.
Acostumado a deixar para a última hora o presente da esposa, o montador Wagner José da Silva, 30, saiu cedo com a filha Julia, 6. ''É normal do brasileiro, sempre deixa para comprar os presentes 'bem em cima do laço''', afirma. A menina conta com orgulho o que escolheu para sua mãe. ''Um relógio e um suporte para a toalha.''
Prevenida, a estudante Evania Maria Gonçalves, 18, comprou o presente de sua mãe na semana passada e aproveitou a manhã de ontem para comprar roupas para ela. Sua amiga, Eloise Colaço, 18, sempre costuma se adiantar, mas neste ano deixou para perto da data. ''Não gosto de comprar em cima da hora porque não encontro o que eu quero. Desta vez foi difícil'', conta.
Já a psicóloga Adriana Medeiros Ferreira, 29, tem uma boa justificativa para seu atraso neste ano, que, de acordo com ela, foi pela primeira vez na vida. ''Agora eu também tenho filha, aí fica mais complicado'', afirma.
A supervisora de uma loja de roupas, Maria Inês Negrão, esperava pela movimentação no período da tarde. De acordo com ela, as vendas deste ano não foram ruins. ''Estamos vendendo bem, mas as vendas não estão ótimas.''
Para o casal Andréia e Paulo Ponczcovski, o Dia das Mães é uma boa oportunidade de fazer compras. Moradores de Santa Cecília, em Santa Catarina, eles preseteiam a mãe de Paulo, que mora na Capital, e compram o presente de Andréia. ''Eu que escolhi e adorei meu presente. Neste ano foi fácil, estava bem mais tranquilo do que nos anos anteriores'', afirma Andréia.
Em alta
Já em Londrina, a manhã de sábado foi de muito movimento nas lojas e nas ruas. O moveleiro Manoel Carvalho Jr. trouxe as duas filhas e a esposa para escolher o presente. ''As meninas vão resolver, mas a mãe não pode ver o que será'', disse.
As irmãs Erika e Amanda Gonçalves Ferreira optaram por deixar a mãe em casa. ''Veio a família toda, menos ela, que pensa que estamos pesquisando coisas para a festa de aniversário do nosso sobrinho'', afirmou Erika.
De acordo com a gerente de uma loja de calçados, Sandra Bruner, o movimento durante o dia foi o esperado para a data. ''Desde o começo da semana as vendas já aumentaram, mas hoje a loja está mais cheia. Dia das mães só perde em movimento para o Natal'', garante. (Colaborou Herika Fondazzi)

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