Comerciantes de Londrina apostam nos filhos ‘atrasadinhos’ para aquecer as vendas do Dia das Mães. A expectativa é que hoje e amanhã aumente o movimento nas lojas, que está sendo considerado fraco por boa parte dos comerciantes ouvidos ontem pela Folha. No centro da Cidade, o comércio funciona em horário especial - hoje, das 9 às 20 horas; amanhã, das 9 às 18 horas.
O proprietário de uma loja de roupas femininas no centro, Katsumi Naka, afirma que o clima quente contribui para a pouca saída das peças femininas. ‘‘Não senti muita diferença nas vendas esta semana em relação aos dias normais. Estamos vendendo poucos presentes. A esperança é que as pessoas saiam às compras principalmente no sábado’’.
O clima quente, atípico para a época, também é apontado como causa das vendas fracas por Pedro Sertanani, sócio-proprietário de uma loja de calçados no centro. ‘‘A troca de estação sempre coincide com a proximidade do Dia das Mães. Esses dois fatores alavancam as vendas. Este ano, está faltando uma temperatura mais baixa’’, avalia.
A gerente de uma loja de roupas de malhas, Edilaine Pereira Zanoni, diz que na quarta-feira já houve uma melhora. ‘‘Os consumidores estavam aguardando o dia do pagamento do salário. Estou confiante que sexta e sábado deve crescer a venda de presentes’’. Uma loja de calçados de um shopping center também teve aumento nas vendas a partir de quarta-feira, segundo a gerente Maria Helena Viana Beraldi. ‘‘Até sábado, tem que melhorar’’.
Também no shopping, a vendedora de uma loja de camisolas e pijamas femininos, Beatriz Helena Ruiz, acredita nos compradores de última hora. ‘‘Por enquanto as vendas estão piores que no ano passado. Tanto que o estoque está menor. Esperamos que no sábado venha o pessoal correndo atrás de presente para a mãe e a sogra’’, afirma.
Já numa loja de artigos decorativos e utilitários para casa, a gerente Vera Lúcia Cardoso classifica o movimento como ótimo. Segundo ela, o que tem atraído os consumidores são promoções para o mês todo, ‘‘quando se comemora o Dia das Mães e ocorre o maior número de casamentos’’.
Numa loja de artigos importados do shopping, o gerente Eduardo Takahara avalia que as vendas estão piores do que no mesmo período no ano passado. ‘‘Ainda estamos esperando uma reação’’. Segundo Takahara, a loja aumentou o estoque com objetos dirigidos à mulher. O gerente de uma relojoaria, Florisval Campanha, diz que as vendas nesta semana cresceram 20% em comparação com os dias normais. ‘‘Mas em relação a 96, estão mais fracas’’. Ele diz que as peças mais vendidas são os modelos femininos, como relógios com bracelete.
A proprietária de uma loja de bolsas, Jandra Moreira, afirma que até ontem o movimento estava igual ao do ano passado. ‘‘E para conseguir isso, reduzi bastante meu lucro’’. Ela acredita que até sábado as vendas devem ser maiores que as de 96. ‘‘Mas também não deve subir muito, não’’.

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