Curitiba - A fila de caminhões que se formou na BR-277 em direção ao Porto de Paranaguá no início desta semana foi encerrada às 2h40 da manhã de ontem. Na segunda-feira, a fila atingiu um pico de 16 quilômetros por volta das 16h30. O assessor técnico-econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Nilson Hanke Camargo, prevê que novas filas possam voltar a ocorrer, mas não devem ultrapassar 20 a 30 quilômetros.
Ele acredita que os principais motivos que levaram ao aumento do movimento de caminhões foram a chegada de cargas imprevistas e a antecipação na comercialização da soja. Camargo disse que filas desse tamanho não chegam a preocupar já que em anos anteriores a extensão chegou a 100 quilômetros.
O assessor da Faep destacou que o cenário agora é outro, ou seja, com preço internacional da soja ruim e uma super safra que deve fazer os produtores segurarem o produto para um momento de maior valorização. Para ele, os principais motivos que levaram a reduzir drasticamente o problema da fila foram a estabilidade de preços da soja nos últimos três anos e a criação do controle de entrada de caminhões no pátio de triagem do porto.
De acordo com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), a média diária de 300 caminhões subiu para mais de 800, o que significa uma antecipação operacional da safra. O número de caminhões pode chegar a 2 mil por dia no pico da safra entre março e abril.
Além de antecipar os embarques de soja, que normalmente começam em março, o aumento repentino na movimentação de caminhões rumo ao Porto de Paranaguá pode ser explicado pela proximidade do feriadão de Carnaval.
No momento, há três navios na programação da Appa - dois de farelo e um de soja - para embarcar até o final de semana. A previsão é de um aumento de 20% a 25% nos embarques de soja e farelo em relação ao ano passado. No ano passado, foram embarcadas 4,76 milhões de toneladas de soja e 4,75 milhões de toneladas de farelo. (A.B.)

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