Filas em bancos ge ra discussão em Apucarana
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 17 de setembro de 2001
Maurício Borges <br> de Apucarana 
As inúmeras reclamações encaminhadas ao Procon, referentes à demora no atendimento em várias agências bancárias, resultaram num projeto de lei que tenta disciplinar o tempo de duração máxima de espera nos bancos. O projeto, de autoria do vereador Mauro Bertoli (PFL), já passou por duas sessões e será colocado em pauta hoje, na Câmara de Apucarana, em terceira e última votação.
O projeto votado em Apucarana é similar ao que foi aprovado recentemente em Maringá, e que está resultando em sucessivas multas a agências, aonde os clientes permanecem muito tempo nas filas. A proposta prevê um tempo máximo de 20 minutos de espera em dias normais, e de até 30 minutos na véspera e nos dias imediatamente posteriores a feriados prolongados.
Em virtude da demora no atendimento, o vereador Mauro Bertoli também propõe que as agências bancárias mantenham cadeiras, bebedouros de água e sanitários para uso dos clientes. O não cumprimento dos limites de espera em fila poderá resultar aos infratores, conforme o projeto de lei, multas e suspensão do alvará de funcionamento.
Reconhecendo que existe um órgão federal que regula o funcionamento dos bancos (Banco Central), o presidente da Câmara, Satio Kayukawa (PFL), resolveu convocar gerentes de todas agências locais para discutir a questão. Segundo ele, a intenção é formalizar um acordo que beneficie os usuários em geral, com alguma flexibilidade por parte dos bancos.
Na reunião, realizada na tarde de ontem, vereadores ouviram dos gerentes que o sistema bancário caminha mesmo para uma automação cada vez maior. Alguns deles, incluindo o gerente da agência do Banco do Brasil, Luiz Carlos Bonelli, informaram que mudanças ocorrerão nos próximos meses, por conta da entrada em vigor de um novo sistema de pagamentos, que será implantado pelo Banco Central.
Quanto à demora no atendimento da agência da Caixa Econômica Federal, o gerente de mercado, Olides Millezi Júnior, explicou que isso realmente acontece em alguns dias, mas é devido à condição social da instituição.
Da discussão do problema surgiu ontem uma proposta do promotor Eduardo Nagib Matni, da Promotoria de Defesa do Consumidor, no sentido de que seja firmado um termo de compromisso com os representantes das 13 agências bancárias locais.


