Fila quilométrica tumultua estradas de Foz do Iguaçu
Emerson Dias
De Foz do Iguaçu
Especial para Folha
Ney de SouzaNo final da tarde de ontem mais de 700 caminhões esperavam pela liberação no pátio da Eadi, em Foz. Nas estradas, tráfego é lentoMesmo 24 horas depois de acabar o protesto dos fiscais da Receita Federal na Estação Aduaneira do Interior (Eadi) de Foz do Iguaçu, a fila quilométrica de caminhões com cargas tipo exportação deve congestionar as estradas da região até a tarde de hoje. As transportadoras argentinas e paraguaias que enviaram carregamentos ao Brasil também estão tendo prejuízos com a espera, que para muitos dura uma semana.
Poucas horas antes do encerramento do expediente no porto seco (18h), mais de 700 caminhões esperavam pela liberação dentro do pátio, enquanto outros 900 congestionavam a BR-277, próxima a Ponte da Amizade, e também avenidas e ruas marginais (quase dez quilômetros), aguardando a vez de passar pela fiscalização. Quem saiu da Eadi, enfrentou uma fila de três quilômetros até a fronteira com o Paraguai. Saí de Curitiba terça-feira. Espero conseguir atravessar a ponte amanhã (hoje), disse o caminhoneiro paraguaio Jacinto Cauzero, 38 anos. Junto com outros 26 colegas, ele está levando para Assunção um carregamento de tubos para saneamento. A espera já durava dois dias.
O paralisação dos fiscais durante os últimos três dias revoltou moradores e empresário. Um encontro organizado pela Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu (Acifi) foi realizado ontem, reunindo 16 representantes e dezenas de profissionais ligados às empresas locais, associações e sindicatos. Eles redigiram uma carta de protesto com o título Grito por Foz, em que criticam a maneira como os funcionários da Receita Federal estão agindo para protestar contra a falta de reajuste salarial, moralização do órgão e melhorias nos postos de todo o país. O texto foi enviado ao presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Unafisco), Wanderlei Bertolucci Teixeira, junto com um pedindo para que a entidade busque solucionar o problema.
Para o representante da Unafisco em Foz, Gilberto Buss, o objetivo do sindicato está sendo conseguido: mobilizar a sociedade.





