Fila na fronteira não preocupa Receita
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terça-feira, 21 de janeiro de 1997
Agência Estado 
PORTO ALEGRE - O aumento do número de caminhões - de 280 para 400 - que esperam entrada no Brasil na estação de Uruguaiana, fronteira oeste do Rio Grande do Sul, divisa com a Argentina, não preocupa a Receita Federal. O quadro é normal para o fim de semana, explicou ontem o delegado-substituto da Receita em Uruguaiana, Pedro Durigan. Como o expediente termina às 13 horas de sábado, o estoque de carretas cresce sempre até a segunda-feira. Este volume só seria preocupante se, em vez de ocorrer no começo da semana, acontecesse no final, ponderou Durigan. Ele previu para quarta-feira uma redução considerável no número de caminhões. É a nossa rotina.
Para mostrar que a Receita não diminuiu sua atividade, Durigan mostrou dados de janeiro de 96 e do começo de 97. Segundo ele, nos primeiros 20 dias do ano passado a delegacia do órgão na cidade liberou o ingresso de 1.895 carretas no Brasil. Entre importação e exportação, foram 5.730 cargas. No mesmo período de 97 foram autorizadas 2.037 entradas. No cômputo geral, entre compras e vendas ao Exterior, 6.416 caminhões cruzaram a ponte que une Paso de Los Libres, na Argentina, a Uruguaiana, em território brasileiro, até 20 deste mês.
Nosso movimento aumentou em 12%, disse Durigan. Na sua opinião, o crescimento é explicável, ao menos em parte, pela troca de itinerário de muitas carretas. Uma das razões para o avanço estaria na operação do novo e informatizado Serviço de Comércio Exterior (Siscomex) para importações. Como o Siscomex está funcionando um pouco mais agilmente aqui do que em outros pontos, muitas cargas estão sendo redirecionadas para cá, avaliou.


