Fila em estacionamento força perda da isenção
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
Quem conhece e freqüenta o Terminal Rodoviário de Londrina sabe que as filas para saída do estacionamento são freqüentes, em especial nos períodos pós-feriados. Nestas situações, fica difícil entrar e sair do pátio com o carro dentro do período de 15 minutos de isensão a que o consumidor tem direito. Contestar o atraso nesta saída em decorrência das filas, no entanto, nem sempre é uma tarefa agradável e simples. Procurar o Procon e a própria administração do Terminal são as recomendações mais simples e que podem trazer a solução mais rápida para eventuais problemas.
Uma experiência como esta foi vivida pelo empresário Leandro Santos Diniz, entre os dias 8 e 9 de fevereiro, fim de feriado de carnaval. Apesar de garantir que fez uso do estacionamento da rodoviária somente por seis ou sete minutos, ele acabou ficando por quase meia hora à espera da vez para sair em decorrência da fila, perdendo o direito de usar o pátio gratuitamente.
Cheguei à rodoviária e deixei minha esposa e minha irmã na entrada do Terminal, enquanto guardava o carro no estacionamento. Entrei às 23h48. Quando chegei à escadaria de acesso ao terminal, minha esposa já estava retornando, e por isso voltamos rapidamente para o carro. Mas a fila para sair era grande, o que fez com que esperássemos cerca de 25 minutos para chegar até a cancela, lembra Diniz.
O funcionário da guarita nos cobrou R$ 1,20, preço pago para uso entre 15 e 30 minutos. Reclamei dizendo que tinha ficado todo este tempo em decorrência da fila. Quando estávamos sendo liberados, outro funcionário nos barrou dizendo que não iríamos sair sem pagar. Iniciamos uma discussão, tentando convencê-lo de que só tínhamos ficado todo aquele tempo no estacionamento por causa de uma deficiência deles próprios. Ele nos pediu documentos, mas eu me recusei a entregar. Então ele disse que iria chamar a polícia, mesmo depois de já termos pago o valor cobrado. Fomos indiciados e vamos ter até que responder à Justiça por atrapalhar o serviço dos funcionários do terminal, conta o empresário.
Além de contestar a forma como foi atendido, Diniz insiste em afirmar que perdeu o direito da isenção por deficiências do estacionamento. Os equipamentos usados para a cobrança precisariam ser mais ágeis. Além disso, deveriam ter nos liberado depois que pagamos, reclama.
O encarregado pelo departamento pessoal do terminal, Robson de Assis, garante que o problema teria sido facilmente resolvido se Diniz tivesse procurado a supervisão da rodoviária para descrever o problema. A orientação para nossos funcionários é de que eles liberem as pessoas sem pagar, se for verificado que a fila realmente comprometeu a agilidade na saída dos carros, explica. A condição é de que os usuários deixem endereço ou telefone, para que possamos conferir quantos usuários foram liberados, diz.
Assis afirma ainda que a administração do Terminal não tomou conhecimento do fato, mas que deve ouvir o funcionário envolvido para saber porque Diniz não foi liberado ao reclamar da fila.


