Fila em banco passa de uma hora
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segunda-feira, 21 de março de 2011
Aline Vilalva <br> Reportagem Local 
O Procon de Londrina conclui hoje a ''Operação Bancos'', após fiscalizar agências nas zonas Norte, Oeste e Central, desde o dia 23 de fevereiro. Tempo excessivo de espera nas filas, ausência de biombos entre os caixas e irregularidades com sanitários e instalação de bebedouros foram os itens que motivaram o elevado número de autuações. Só como exemplo, numa agência da sul - região que volta a ser visitada pelos fiscais - o tempo na fila ultrapassou uma hora.
Ao menos cinco agências de cada região foram fiscalizadas, totalizando mais de 20. Além das irregularidades comuns na maioria delas, a falta de senhas, número de assentos incompatível com a demanda, ausência do Código de Direito do Consumidor (CDC) e de sinalização interna são outros pontos que vão resultar em auto de infração. ''As agências que não se adequarem imediatamente ao termo de fiscalização serão autuadas'', garante Carlos Neves Júnior, coordenador do Procon.
Cada agência apresentou pelo menos uma irregularidade referente às legislações do setor. Na região Norte predominou o descumprimento das leis que dispõem sobre a instalação de divisórias entre os caixas, bebedouros e sanitários, já na região Oeste foram o tempo excessivo de espera nas filas (que é de 15 minutos para dias comuns e 30 para dias excepcionais) e ausência de biombos; nas unidades centrais foram as filas, biombos, sanitários e bebedouros. ''No contexto geral, os bancos estão bem equânimes nas questões que precisam ser acertadas'', observa.
As visitas aconteceram às quartas-feiras, com exceção de uma agência da Zona Sul que foi fiscalizada na terça-feira antecedente ao Carnaval, devido a uma denúncia ao Procon de abuso no tempo de espera para atendimento. ''Atestamos que alguns clientes estavam aguardando há mais de uma hora'', conta. A ação segue hoje, naquela região, nas agências com maior fluxo de atendimento.
Resultados positivos
Neves considera que as ações de fiscalização estimulam a adequação do espaço à lei, ''embora algumas agências não se interessem em resolver as irregularidades''. ''A Operação foi muito importante porque pudemos observar in loco o que o consumidor passa dentro da agência e, assim, pontuar o que precisa ser melhorado'', diz. Para ele, o índice de autuação foi alto e bastante significativo. ''Ainda que muitas unidades estejam tentando se adequar, o número de irregularidades ainda é grande'', reitera. O coordenador adianta que as fiscalizações de rotina serão mantidas mesmo após o término da Operação Bancos.


